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Uruguai rejeita pedido de asilo do ex-presidente peruano Alan García

Por Alagoas Brasil Noticias

O governo do Uruguai rejeitou o pedido de asilo do ex-presidente perano, Alan García, informou nesta segunda-feira (3) o presidente uruguaio Tabaré Vázquez.

“O Uruguai não concedeu o asilo ao ex-presidente Alan García, ele já saiu desta residência, todo o resto está por conta dos governos. Voltemos à paz”, afirmou o embaixador Barros, de acordo com a agência de notícias Efe.

García estava na embaixada do Uruguai em Lima desde 17 de setembro, com um amparo provisório enquanto o caso era estudado.

Ele é investigado por suposto envolvimento em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um escândalo de propinas pagas pela Odebrecht na construção da Linha 1 do metrô de Lima.

Como mora em Madri desde 2016, no último dia 18 ele foi proibido por um juiz de sair do Peru por 18 meses, enquanto as investigações acontecem. O ex-presidente concordou, mas horas depois solicitou asilo diplomático ao Uruguai argumentando perseguição política.

A decisão tomada pelo presidente do Uruguai e pelo ministro de Relações Exteriores do país, Rodolfo Nin Novoa, se baseou em “considerações estritamente jurídicas” e no extenso relatório enviado pelo governo peruano, de cerca de mil páginas.

Vázquez indicou à imprensa que o caso “não é perseguição política” e acrescentou que “os três poderes do Estado operam de forma autônoma e livre no Peru, especialmente o Poder Judiciário”.

“Não concedemos o pedido de asilo porque no Peru funcionam autônoma e livremente os três poderes do Estado, e é o Poder Judiciário que está tocando as investigações”, afirmou.

Escândalo da Odebrecht

Em acordo de leniência firmado com o Departamento de Justiça dos EUA, derivado das investigações da Lava Jato, a Odebrecht admitiu ter pago em propina US$ 788 milhões entre 2001 e 2016 a funcionários do governo, representantes desses funcionários e partidos políticos do Brasil e de outros 11 países. Para o órgão dos EUA, é o “maior caso de suborno internacional na história”.

A construtora brasileira pagou propina para garantir contratos em mais de 100 projetos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela, segundo o acordo.

No Peru, a empreiteira admitiu à Justiça americana ter pagado US$ 29 milhões em subornos a funcionários peruanos entre 2005 e 2014 – período que compreende os governos de Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016).

No período, a construtora participou de mais de 40 projetos no país, que envolveram cerca de US$ 12 bilhões em gastos públicos. Os peruanos compõem a segundo maior grupo de trabalhadores da empresa, atrás apenas dos brasileiros – dos 128 mil funcionários do grupo, cerca de 10 mil são peruanos.

Fonte: G1 Mundo

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