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FIEA reúne parlamentares por demandas do Sistema S

Por Alagoas Brasil Noticias

A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) reuniu na manhã desta segunda-feira (3) parte da bancada alagoana para apresentar demandas das organizações do Sistema S ligadas à entidade: Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Estiveram presentes os deputados federais Ronaldo Lessa (PDT), Marx Beltrão (PSD) e Paulão (PT); além dos eleitos neste ano para seus primeiros mandatos em Brasília: Tereza Nelma, deputada federal, e Rodrigo Cunha, Senado. Ambos são do PSDB.

Segundo José Carlos Lyra, presidente da FIEA, o café da manhã foi para ressaltar aos parlamentares o papel desempenhado pelo Sistema S.

“Toda mão de obra da indústria nacional é formada no Senai; toda parte de saúde e segurança do trabalho, a saúde do trabalhador com qualidade, é feita pelo Sesi. A educação de jovens e adultos, dos colaboradores da indústria, é feita pelo Sesi com qualidade. Quando termina o curso eles sabem ler e escrever. Temos também uma cadeia de escolas do interior em que cobrimos, praticamente, todo o estado. Mas a gente não divulga isso. Aí, chega lá no Congresso, um maluco faz um projeto para tirar 30% do Sistema. Isso vai fechar as escolas. Para o Sistema”, comenta o presidente da FIEA.

O senador eleito Rodrigo Cunha a importância de manter diálogos com o setor industrial.

“Um dos objetivos de quem está na política, tão falado em época de campanha, é gerar emprego e renda. Isso pode ser potencializado através das indústrias, com o setor produtivo extremamente forte. O parlamentar tanto pode colaborar quanto atrapalhar. Algumas leis são pensadas em gabinetes não refletem em melhorias na realidade. Ter essa interlocução é extremamente importante e manter esse diálogo tem de ser a regra”, diz o futuro senador.

Já o deputado federal Paulão destaca a relação nem sempre consensual com a FIEA, devido às agendas econômicas, mas ressalta o papel desempenhado pelo Sistema S.

“Minha relação com FIEA é diplomática e nem sempre consensual. Por exemplo, em relação à reforma trabalhista a qual votei contra por entender que ela prejudica o trabalhador”, destaca. “O Sistema S tem um papel muito importante para o Brasil. O Lula conseguiu dar uma repaginada. São escolas que têm referência, inclusive internacional. Formam mão de obra, não com o nível tecnológico como os Institutos Federais, mas com qualificação que o mercado absorve com facilidade. Um dos grandes problemas do desenvolvimento do Brasil é mão de obra desqualificada”, completa Paulão.

Essa relação também foi ressaltada pelo presidente da FIEA.

“A bancada de Alagoas, mesmo pequena, sempre contamos com ela. Até mesmo o Paulão, no que se refere ao Sistema S, a gente conta com ele. Em outras questões de interesse da indústria, por exemplo, como a reforma trabalhista ou a terceirização, não. Mas a gente respeita”, comenta José Carlos Lyra.

Para a deputada federal eleita Tereza Nelma, reuniões como a da manhã desta segunda-feira garantem aos parlamentares melhor entendimento do papel desempenhado, no caso, pelo Sistema S.

“Vamos ter mais subsídio para entender o nosso estado e defender essas grandes instituições. O Sistema da indústria faz uma bem muito grande a Alagoas, no desenvolvimento econômico e social”, comenta Tereza Nelma.

Já para Marx Beltrão, a interação entre a indústria e a bancada alagoana em Brasília tem papel destacado para garantir mão de obra qualificada no estado.

“O Sistema S – Sesi e Senai – que vem muito bem administrados pelo José Carlos Lyra é muito importante para Alagoas. Interagir com a bancada federal é mais importante ainda porque em parceria podemos fazer muito mais pelo estado, qualificar as pessoas, qualificar mão de obra. para cada vez que o setor da indústria crescer a gente ter gente preparada para ocupar o mercado de trabalho…

Não reeleito em outubro, Ronaldo Lessa ainda é o coordenador da bancada alagoana em Brasília. À reportagem do Tribuna Hoje ele enalteceu esse tipo de iniciativa.

“Fizemos isso nos últimos quatro anos. No primeiro ano, inclusive, tínhamos reuniões mensais aqui em Maceió, com diversos segmentos econômicos que precisavam da ajuda da bancada de Alagoas no Congresso Nacional”, comenta Ronaldo Lessa.

GOVERNO BOLSONARO

José Carlos Lyra também fala sobre as perspectivas com o próximo Governo Federal, encabeçado por Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com ele, as perspectivas melhoraram após reunião de Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o futuro ministro da Economia Paulo Guedes. Contudo, o presidente da FIEA revela que o principal nome da equipe do capitão reformado do Exército desconhecia o funcionamento do Sistema S.

“Ele [Paulo Guedes] não conhecia o Sistema. Na semana passada, teve uma reunião de três horas com o presidente da CNI e ele não sabia o que era. Ele pensava que nós tínhamos salário. Não recebemos nada, somos voluntários. Daí ele disse que iria fazer uma parceria com o Sistema S, fazer formação profissional com as escolas públicas, nas universidades públicas. A reunião nos deu uma perspectiva bem melhor em relação ao próximo governo”, comenta José Carlos Lyra.

 

Fonte: Tribuna Hoje / Carlos Amaral

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