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Em Alagoas, ações sociais mostram que a solidariedade ainda sobrevive entre as pessoas

Por Alagoas Brasil Noticias

Foto: Cada Minuto

Fazer o bem sem olhar a quem. Essa frase, dita incontáveis vezes pelas pessoas e considerada por muitos um mantra, tem sido cada dia mais questionada pela população. Isso porque há quem diga que, nos dias atuais, em uma sociedade individualista e consumista, a solidariedade é um sentimento que há muito tempo já deixou de existir.

Entretanto, em Alagoas, ações sociais provam que ao contrário do que muitos pensam, a solidariedade continua presente nas pequenas coisas e em pequenos gestos, que podem transformar sentimentos em quem pratica e em quem recebe a boa ação.

De acordo com a psicóloga Denyse Moura, a solidariedade é um sentimento que, normalmente, vai sendo construído ao longo da vida do homem. “A criança, em seu instinto primitivo, não sabe compartilhar e cabe aos seus educadores ensinar desde a mais tenra idade”, explica a psicóloga.

Silêncio! Aqui dormem anjos

Questionada sobre os sentimentos despertados em quem faz e em quem recebe a boa ação, Denyse relata que os sentimentos são transformados a partir do momento em que você desperta para as realidades diversas da comunidade, do seu país e do mundo. “Você é convidado a fazer parte de um grupo de benfeitores e, a cada ação, sente que se torna mais humano, mais humilde e que, de todos aqueles a quem você ajuda, o mais necessitado é você mesmo”, afirma Denyse.

A psicóloga, que dirige o Espaço Assistencial Ecumênico, que é destinado a obras de caridade, localizado no bairro da Pitanguinha, em Maceió, conta que numa noite de domingo, acompanhada do filho, ela saiu para entregar quentinhas pelas ruas.

“Na última parada, havia um homem e um cachorrinho. Eu perguntei, de dentro do carro, se ele estava com fome. Logo após, um casal se levantou de dentro de uma caixa de papelão enorme e eu fiquei pasma. Sorrindo, eles pediram pra eu ler uma plaquinha pendurada no corrimão da rampa onde eles estavam deitados para dormir: ‘Silêncio, aqui dormem anjos’. Eu desmoronei em lágrimas de ver aquelas pessoas naquele estado de pobreza financeira e tanta riqueza espiritual”, relata, emocionada, a psicóloga.

Sonho realizado

Para o estudante de Jornalismo, Rhayller Peixoto, a solidariedade ainda existe, mas com algumas ressalvas. “Eu acho que a comunicação é muito importante para que a gente consiga alcançar esse nicho de pessoas que estão dispostas a ajudar”, comenta.

No dia 7 de novembro, Rhayller criou uma campanha social, através do site “Vakinha”, a fim de arrecadar dinheiro para publicar um artigo sobre Televisão e Streaming em um capítulo do livro da Editora Antena. “Eu fui pego de surpresa com o convite da editora e eu não tinha condições de juntar o dinheiro no tempo hábil e no prazo de submissão. Então, eu recorri à ‘Vakinha’ porque achei que seria a melhor opção”, explica o estudante.

O que Rhayller não imaginava era que a “vaquinha”, que tinha o prazo de treze dias para ser encerrada, alcançou o objetivo em apenas quatro dias de campanha, que foi feita também através da divulgação de amigos e até desconhecidos por meio das redes sociais.

“Eu acho que o mais importante, além da ajuda financeira, foi o engajamento dos meus amigos, que me surpreendeu muito. Essa ideia do amigo, que muitas vezes não pode doar o dinheiro, mas pode fazer a campanha, seja no Instagram, no Facebook, ou no boca-a-boca, me ajudou muito a conseguir o valor. Essa foi uma lição que ficou muito comigo: a ideia de que a contribuição ela não passa só pelo financeiro, mas também por alguém acreditar que você é capaz de realizar um sonho”, relata.

O universitário acredita que o fato da campanha, por meio do site “Vakinha”, estipular um prazo e mostrar resultados, também tenha estimulado as pessoas a doarem. “Eu acho que a solidariedade, hoje, exige uma contrapartida. Não que você não dê dinheiro porque não quer dar, mas você quer dar o dinheiro e ver que aquilo teve um proveito. E a publicação do livro é algo que deixa claro que aquilo vai ter um proveito e que vai servir ao público quando for publicado”, afirma Rhayller.

Questionado sobre sua visão de solidariedade após as doações, Rhayller conta que antes da campanha, nunca se imaginou fazendo uma “vaquinha”. “As coisas não são fáceis para a gente que é universitário, que é pobre ou que está em uma situação de vulnerabilidade social. As coisas não são fáceis. Eu quero muito que os Rhayller’s de amanhã consigam ter esse aparato porque é importante e não há mal nenhum em dizer: gente, eu tenho um sonho e preciso que esse sonho seja realizado. No final, a ‘Vakinha’ me ensinou que sonhos podem ser realizados e isso foi muito importante para mim”, finaliza Rhayller.

Fonte: Cada minuto

 

 

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