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Para onde foram as comédias românticas?

Por Alagoas Brasil Noticias

Foto: Cada minuto

Presença recorrente nos cinemas e na preferência de boa parte do público, as comédias românticas eram sucessos de bilheteria e garantia de retorno para os estúdios.
O auge, nas décadas de 80 e 90, embalou casais e alavancou a carreira de astros como Júlia Roberts, Meg Ryan, Hugh Grant, Sandra Bullock, Patrick Swayze, entre outros.

A fórmula era relativamente simples, mas eficaz em fisgar a atenção do espectador. As tramas traziam um conflito inicial que impedia o casal de ficar junto, recriando o molde menos trágico e mais divertido da peça shakespeariana, Romeu e Julieta.
A mulher extrovertida e falante, se encantava com o homem tímido e desajeitado. O típico bad boy de bom coração que se apaixona pela garota retraída. Ou o casal que vive as turras para descobrir o amor ao final. Vários foram os esteriótipos que enchiam as salas de cinema ganhando a nossa simpatia.

O humor das situações cotidianas era de fácil identificação, assim, essas comédias misturavam o sonho do romance com cenas que poderiam acontecer com qualquer um do lado de cá da tela.
Nesse gênero em especial os coadjuvantes costumavam ter um papel fundamental e vez em quando roubavam a cena, como foi o caso de Rupert Everett, que interpretou o amigo de Julia Roberts em “O Casamento do Meu Melhor Amigo“. As comédias britânicas, por sua vez, se destacavam pelo roteiro ágil, verborrágico e humor mais sarcástico. O diretor e roteirista Richard Curtis é um dos grandes nomes dessa ramificação do gênero, com pérolas como “Um  Lugar  Chamado Notting Hill” (1999) e “Quatro Casamentos e um Funeral”(1994).

Porém, nos últimos anos as Comédias Românticas começaram a minguar na preferência do público e a velha receita de sucesso deixou de seduzir a cabeça e o paladar da audiência. Não que tenham deixado de existir, mas o volume das produções diminuiu consideravelmente, e mesmo os bons filmes perderam o apelo popular de outrora.
“Uma Questão de Tempo“, de 2013, por exemplo, é uma ótima produção, que não recebeu o destaque merecido.
Talvez, esse seja apenas mais um momento cíclico do cinema, em que um gênero é esquecido em detrimento de outros. O terror, marginalizado nas últimas décadas, hoje divide o protagonismo com os grandes blockbusters, como um sinal daquilo que o grande público quer ver. 

As transformações da sociedade também podem ter implicado nas preferências do público por histórias mais realistas, resignificando o romantismo e rejeitando os velhos modelos de Hollywood. Mas, para aqueles que sentem saudade desse filão e sofrem com a escassez de novos filmes, resta garimpar lançamentos esparsos e revirar o baú em busca daquele velho espírito. Leve, divertido e apaixonado.

Fonte: Cada minuto

 

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