Home NotíciasEsportes Ex-time de Tite, Al Ain é o maior campeão nacional e fica longe das badaladas Abu Dhabi e Dubai

Ex-time de Tite, Al Ain é o maior campeão nacional e fica longe das badaladas Abu Dhabi e Dubai

Por Alagoas Brasil Noticias

O time mais vitorioso dos Emirados Árabes não vem das famosas Abu Dhabi ou muito menos de Dubai. Na fronteira com Omã, a pacata cidade de Al Ain, de 615 mil habitantes e conhecida como um oásis no deserto, é a casa do adversário do Real Madrid na final do Mundial de Clubes, clube que, entre tantos brasileiros, já contou com Tite em seu quadro de treinadores.

 
Real Madrid e Al Ain, dos Emirados Árabes, fazem a final do Mundial de Clubes da Fifa
Jornal Nacional
 
Real Madrid e Al Ain, dos Emirados Árabes, fazem a final do Mundial de Clubes da Fifa

Real Madrid e Al Ain, dos Emirados Árabes, fazem a final do Mundial de Clubes da Fifa

Lá, a cerca de 150 km das famosas Abu Dhabi e Dubai, o Al Ain conquistou 13 títulos nacionais, o último deles na temporada passada – o que valeu a classificação como representante do país-sede no atual Mundial de Clubes. Também foi o primeiro time dos Emirados Árabes a conquistar a Liga dos Campeões da Ásia em 2003.

– O Al Ain é um dos maiores clubes daquela região, e além de ter um investimento do governo local, existem os xeiques que também botam dinheiro no clube. É muito atrativo, financeiramente, atuar por lá – explica o meio-campista brasileiro Fellipe Bastos, que defendeu o Al Ain entre 1015 e 2016.

 

Tite treinou o Al Ain há 11 anos  — Foto: GloboEsporte.com

Tite treinou o Al Ain há 11 anos — Foto: GloboEsporte.com

 

Além de Fellipe Bastos, o time dos Emirados Árabes já contou com alguns dos velhos conhecidos da torcida brasileira, entre eles Emerson (que ganhou o apelido de Sheik no Catar), Michel Bastos, Dodô e Valdivia.

Influência de dirigentes na escalação

Entre os treinadores, Tite esteve à frente da equipe ao longo de 25 jogos em 2007. Foram 13 vitórias, seis empates e seis derrotas. Na saída, mostrou-se agradecido ao clube, mas disse que foi demitido por não aceitar a influência de dirigentes na escalação.

– Foi uma ótima experiência profissional. Estávamos desenvolvendo um trabalho de qualidade, a equipe estava indo muito bem, melhorando a cada jogo, mas os dirigentes acharam melhor a troca do comando porque não aceitei um pedido deles para relacionar um jogador da seleção nacional que eu havia deixado de fora de uma partida – conta Tite, na época.

Com quase 40 jogos pelo clube e seis gols, Fellipe Bastos disse que, enquanto esteve no clube, não viu esse tipo de situação.

– Posso garantir que, durante o tempo em que estive lá, nunca escutei falar sobre escalação a mando de dirigentes ou algo do tipo. Sempre houve a hierarquia e quem decidia sobre quem jogaria ou não era o treinador. Sempre escutamos muitas coisas sobre os países de lá, mas afirmo que, pelo menos enquanto atuei por lá, não acontecia isso.

 

Fellipe Bastos defendeu o Al Ain recentemente  — Foto: Divulgação

Fellipe Bastos defendeu o Al Ain recentemente — Foto: Divulgação

 

Atualmente, o atacante Caio Lucas é o único brasileiro do elenco e tornou-se um dos grandes destaques da equipe. Inclusive, com participação decisiva na classificação diante do River Plate na semifinal. Apesar de os estádios estarem muitas vezes vazios, ele diz que a cobrança da torcida é dura.

– Eles procuram falar inglês. Às vezes falam em árabe, e a gente acaba não entendendo. Mas eles cobram sim. Cobram por gols, que eu sou pago para fazer gols. Se eu ficar um jogo sem fazer gol, eles já cobram. Mas isso é normal. Estou acostumado já.

Al Ain é também a cidade natal do Xeique Mohamed bin Zayed, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi e filho do homem que unificou os Emirados Árabes. Ele é presidente de honra do clube, e inclusive, há referências à família no escudo.

– Isso foi onde o xeique nasceu (ao ser questionado sobre o escudo do clube). Tem um sheik que nasceu em Al Ain. São muitos, né? Tem pai, filho, sobrinho…

Fonte: Globo Esporte

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