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Blog Kléverson Levy: O mentor que fez Renan Filho ‘abrir fogo’ contra 21 deputados estaduais

Deputado estadual e tio do governador Renan Filho, Olavo Calheiros (MDB), é considerado o 'cabeça pensante' quando se trata de política no Palácio República dos Palmares | 07|01|2019 { 17:09 }

Olavo Calheiros fez o próprio Renan Filho (MDB) abrir fogo – criar uma rixa pesada – contra os deputados estaduais / Foto: Site da ALE

São diversas informações que chegam ao Blog Kléverson Levy sobre os bastidores da política alagoana.

O fato que ganha manchetes – desde a semana passada – é a ‘briga’ entre o governador Renan Filho e o grupo de deputados estaduais que apoiam à candidatura de Marcelo Victor (SD) à presidência da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

RF quer porque quer eleger o tio-deputado como presidente da Casa de Tavares Bastos. Mas o grupo dos 21 (?) parlamentares não abre mão de garantir a vitória de MV no comando da ALE. Afinal, o governador ao ouvir seu mentor e orientador político, o tio Olavo Calheiros, aumentou ainda mais o mal-estar entre os parlamentares alagoanos.

A demissão ’em massa’de aliados dos deputados nos cargos do Governo de Alagoas – sob os pedidos do tio-deputado para forçar os colegas a votarem nele para presidente – só serviu para o filho do senador Renan Calheiros (MDB) mostrar que ‘quem manda é ele’ e o aliado que não estiver em acordo vai ter que aguentar a ‘pancada’.

Coisas do tipo de quem está no mandato se ‘autoafirmando’ como o todo-poderoso!

Pancada lá, no Palácio República dos Palmares, e pancada cá, na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), tudo vai terminar ou não após o resultado da eleição da mesa diretora de Tavares Bastos. Será?

Só para lembrar a lista ‘negra’ sobre a mesa de RF: Davi Davino (PP), Inacio Loiola (PDT), Marcos Barbosa (PPS), Dudu Ronalsa (PSDB), Léo Loureiro (PP), Davi Maia (DEM), Paulo Dantas (MDB), Francisco Tenório (PMN), Ângela Garrote (PP), Tarcizo Freire (PP), Flávia Cavalcante (PRTB), Marcelo Beltrão (MDB), Yvan Beltrão(PSD), Galba Novaes (MDB), Cabo Bebeto (PSL), Cybele Moura (PSDB), Bruno Toledo (PROS), Jó Pereira (MDB) e Gilvan Barros Filho (PSDB).

“Não é benquisto”

A culpa, no entanto, é do mentor do governador, o tio Olavo, que não é benquisto entre os deputados, não dialoga, impõe regras e poderes, mas esquece que é igual aos outros 26 colegas de ALE.

Segundo um deputado, em conversa com o Blog Kléverson Levy, o governador pode até puxar um ou dois da lista dos 21, mas a maioria está fechada com Marcelo Victor (o elétrico) para presidente. Ou seja, devem eleger MV sem problemas.

E a análise final é simples: os parlamentares querem ter independência e não interferência do Executivo no Legislativo. Os deputados perceberam que o governador quer mais Poder para controlar o Estado.

Ou seja, os Calheiros queriam (ou querem) que Alagoas se torne como já foi um dia o Maranhão (dos Sarneys).

“Já não basta o pai que é senador, o tio deputado, o comando do Governo de Alagoas, vários prefeitos e ainda querer eleger o dono da cadeira de presidente da Assembleia Legislativa? Seria demais, não? Se ele [governador] comprou a briga com os deputados, os ‘caras’ vão brigar também. Veremos se ele governa com minoria na ALE”, disse um assessor ligado aos deputados ‘rebelados’.

Portanto, o mentor do governador fez o próprio Renan Filho abrir fogo – criar uma rixa pesada – contra os deputados estaduais. Já apontam que RF terá problemas futuros para dialogar com os 21. Depois das eleição na ALE, todavia, é só aguardar o bombeiro que vai apagar o incêndio criado pelo governador Renan Filho e o tio Olavo Calheiros.

Por fim, segundo alguns parlamentares, o governador deverá ter ainda humildade política para entender que errou ao tomar atitudes consideradas ‘mesquinhas e infantis’. Conversar, dialogar e debater é essencial numa democracia até para manter uma boa relação institucional entre os Poderes.

Será?

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