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Sem Léo Ceará, Chamusca não crava substituto para duelo com Guarani

Paulo Victor Malta | 11/07/19 | 17h46

Foto: Futebol Baiano
 

O técnico Marcelo Chamusca esperou até a última hora, mas não vai contar com o centroavante Léo Ceará. Em entrevista nesta quinta-feira (12), no CT Ninho do Galo, o treinador confirmou a ausência do atacante e não cravou se vai utilizar o jovem atacante Dudu ou optar por Willie na partida com o Guarani. 

“Já tinha perdido Léo Ceará no jogo-treino. Utilizei o Dudu no jogo-treino. Durante a semana criei um plano B, uma segunda opção, que foi o Willie. Que inclusive já coloquei até no jogo em Recife, jogando por dentro. Apesar de não ser um jogador de estatura, tem boa impulsão, sabe jogar de costas e tem a diagonal curta com bom poder de finalização, ele já demonstrou isso, inclusive. A gente ganha mais uma opção para o setor, mas eu ainda não defini. Pode começar com o Dudu, o que foi treinado e participou do jogo-treino, como pode também começar com o Willie. São as duas opções”. 

Chamusca também comentou sobre o período de treinos durante a pausa do Brasileiro para a disputa da Copa América. 

“CRB com uma vontade muito grande de voltar a vencer na competição. Fazer prevalecer o mando de campo, jogando diante do seu torcedor. Com intensidade, time com característica de mobilidade, principalmente no seu quarteto ofensivo. Entendo que nós precisamos construir performance. E através dessa construção, em consequência dela, estaremos mais próximos de vencer o Guarani. A motivação dos jogadores, da comissão técnica, de todos nós para essa retomada é muito grande, retomar com um resultado positivo, com todo respeito ao adversário. Mas buscando o que a gente precisa: vencer na competição para poder subir na tabela. Dar sequência, já que nós tivemos alguns bons jogos antes da parada, mas faltou o resultado positivo. Aliar a boa performance em determinados jogos, como foi o segundo tempo com o Sport, ser um time equilibrado nos dois tempos de jogo, não oscilar. Nós trabalhamos tudo isso. Agora o jogo é que vai determinar. E a expectativa é que a gente possa transferir tudo aquilo que foi treinado para o campo de jogo e buscar o resultado positivo”, discursou.

O Galo finaliza o último treino nesta quinta e entre em concentração. A partida com o Guarani será nesta sexta-feira (12), às 19h15, no Rei Pelé, em Maceió, pela 9ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O TNH1, a TV Pajuçara e a Rádio Pajuçara FM Maceió – 103,7 acompanham o confronto. 

Veja outros trechos da entrevista. 

Retorno da Série B

“Vi praticamente todos os jogos. Não me parece que aconteceram grandes alterações em relação ao que a gente viu no recorte dos primeiros oito jogos. Competição extremamente equilibrada. Você vê clubes que há duas, três rodadas estavam brigando na zona do rebaixamento já se aproximando do G-4 e ganhando de clubes que estavam na frente da tabela, como foi o caso do Criciúma com o Coritiba. O Sport, que é um time que está brigando em cima, foi lá em Sorocaba e empatou com o São Bento, que estava até um dia desse no momento bom e agora está mais próximo da zona do rebaixamento”. 

“O Vitória foi jogar com o Cuiabá e perdeu em casa depois desse período de preparação, algumas contratações e uma expectativa muito grande. Vejo a competição com o mesmo desenho, extremamente equilibrada. Quem está atrás, até com uma certa facilidade, vai imprimir dificuldade para quem está na frente da tabela. Porque é o desenho da competição, é extremamente equilibrada”. 

Planejamento matemático?

“Não faço planejamento matemático a longo prazo. Não acredito nesse tipo de situação. Trabalho muito com o próximo jogo e acho que é isso que mobiliza e motiva o atleta. Nós precisamos voltar a vencer e pensar jogo a jogo. A cada vitória que nós conquistarmos, vamos subir na tabela, ficar mais próximos ou dentro do nosso objetivo. E aí nós vamos pensar no próximo adversário. Muito difícil numa competição equilibrada como essa, a gente falar em número de pontuação. Porque você pode, em determinado momento, ficar muito difícil de conquistar esse objetivo estabelecido e trazer um desânimo, uma desmotivação por essa estratégia”. 

“Então qual é a estratégia? O jogo mais importante para nós é o jogo do Guarani. É em cima do Guarani que venho trabalhando praticamente há 30 dias. Depois nós vamos pensar no Operário, depois no Criciúma, depois no Botafogo. E aí vamos seguir a nossa caminhada. É dessa forma que a gente vem trabalhando com os atletas”. 

Reforços

“O mercado está muito difícil. Não sei se vocês acompanharam, o Ceará fez uma planilha e passou para a imprensa o número de saídas e contratações na Série A. Muito mais saídas do que contratações. O mercado está difícil para todo mundo e na Série B não é diferente. Se você quer contratar que venha par agregar, fazer com que você ganhe qualidade de elenco, você precisa investir. E tem muitos jogadores que estão em Série A e não querem vir jogar a Série B, preferem ficar jogando a Série A”. 

“Estamos no meio do ano praticamente, o cara às vezes tem um contrato um pouco mais longo, não quer abrir mão do seu contrato, já que nós aqui só damos a possibilidade ao atleta de jogar até o final do ano. Tem uma série de entraves na hora de contratar um atleta nessa competição. Estamos buscando. São praticamente 30 dias que estamos nessa luta, estudando mercado, fazendo proposta para vários jogadores e não tivemos êxito. E nós chegamos na seguinte conclusão: não vamos trazer um jogador apenas por trazer, não vamos inchar o elenco, onerar o elenco. Se o atleta não vier com condição de vestir a camisa e tiver condição de jogar hoje no CRB”. 

“Então estamos no maior cuidado possível para contratar, analisando bastante. Aqueles que a gente entende que merece contratar, o presidente está indo para cima, está colocando proposta financeira, mas infelizmente a gente não conseguiu ainda sacramentar. Mas tenha certeza que em algum momento a gente vai conseguir buscar e trazer os jogadores certos para o momento que a gente precisa”. 

Qual a dificuldade com o Guarani?

“O Guarani mudou bastante daquele Guarani dos 8 jogos. Mudou o comando técnico, saiu o Vinicius Eutrópio, entrou o Roberto Fonseca. Conhecido de vocês aqui, já trabalhou no CRB, inclusive, conhece o futebol nordestino, conhece a atmosfera do Rei Pelé. Chegou, contratou vários jogadores, fez 3 amistosos, um deles contra o Palmeiras, que até assisti pela televisão. Foi a melhor condição de observação que tivemos. Os outros dois jogos contra o Nacional e o Pouso Alegre não foram televisionados”. 

“Eles mudaram bastante. Fizeram três vitórias nesses três jogos. Devem vir com a confiança um pouco mais alta. Sabem que vão enfrentar dificuldades aqui. Todos os adversários que vieram aqui tiveram muita dificuldade. Inclusive o América-MG, que terminou nos vencendo com um placar totalmente fora da realidade do que aconteceu naquele jogo. Mas a gente espera um Guarani completamente diferente, que vai nos impor muitas dificuldades”. 

É muito prejuízo não contar com o Léo?

“É, o Léo se encaixou muito bem com o Ferreira, com o Alisson e o Willians Santana nesse período que tivemos para trabalhar. É um jogador importante. Chegou, se encaixou muito bem na equipe, está muito bem adaptado à cidade, gostou da forma como foi recebido pelos torcedores. Tudo isso fortalece a confiança do atleta. Mas eu não tenho o perfil de ficar me lamentando quando perco um atleta. Tenho que dar moral para aquele que vai entrar e dar confiança para que ele possa exercer. Não tenho hoje no meu elenco um atleta igual ao Léo, similar. Então vou ter que mudar um pouco a mecânica da equipe para encaixar um substituto para o Léo. Vamos acreditar e confiar que esse atleta que entrar vai dar uma resposta positiva e que a gente possa fortalecer a nossa equipe em busca dos três pontos amanhã”.

Fonte: TNH1

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