Anadia/AL

24 de setembro de 2021

Anadia/AL, 24 de setembro de 2021

Motoristas pedem socorro e reclamam de prejuízos nas estradas mais movimentadas

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 4 de agosto de 2019

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Motoristas precisam fazer manobras arriscadas para fugir dos burracos

FOTO: AILTON CRUZ

 
 

Desespero e prejuízos: É o que acontece neste momento com motoristas que precisam trafegar nas rodoviais estaduais mais importantes do estado de Alagoas. Os produtores rurais, proprietários de micro-ônibus e vans do transporte alternativo controlado pela Arsal e os motoristas de ônibus interestaduais são unânimes em afirmar que esta muito difícil trafegar pelas estradas estaduais, sobretudo em trechos entre os municípios de Arapiraca e Olho D´Água do Casado, além da AL-110 no alto Sertão alagoano, entre outras regiões. Todas estão esburacadas. 

Em alguns trechos, “homens-tatu” (trabalhadores rurais desempregados), jogam barro nos buracos mais profundos da via, improvisando remendos nas estradas na tentativa de conseguir alguns trocados. Este trabalho aleatório e paliativo não resolve o drama de que precisa viajar pelas estradas. Os acidentes e prejuízos mecânicos se multiplicam às margens das rodovias estaduais. Apesar da realidade, o governo Renan Filho não tem feito trabalho de manutenção e culpa o tempo chuvoso.

O proprietário de uma das vans que faz a linha Capela, Viçosa a Quebrangulo, Paulo Vicente da Silva, revelou que o faturamento deste mês está comprometido com pagamento de R$ 2 mil na oficina mecânica que precisou fazer para substituir a suspensão do veículo. “Depois de cair em alguns buracos, tive que colocar amortecedores e novos e comprar dois pneus”, reclamou o microempresário, que tem uma van e um micro-ônibus que garantem seis postos de empregos. “Meus impostos estão em dia e, portanto, quero retorno”, cobrou ele do governador Renan Filho. 

Outro motorista, Adalberto da Silva, que faz transporte alternativo de Maceió a Maragogi gastou mais de R$ 1 mil com pneus cortados e o para-brisa destruído por pedras das do trechos esburacados entre as cidades de Maragogi e Porto Calvo, no Litoral Norte de Alagoas. “Faltam manutenção na AL-101 Norte e Sul há muito tempo. O governo Renan Filho precisa ficar atento, porque nestas rodovias trafegam os ônibus de turistas e isto não é bom para o estado. Pega mal os visitantes constatarem as péssimas condições de nossas estradas”, lamentou Adalberto ao alertar que os problemas são antigos. “Pioraram por causa do período chuvoso”, expressou ele. 

No trecho urbano da AL-101 Norte, outro gargalo é entre os bairros de Garça Torta e Jacarecica. A duplicação segue em ritmo lento e provoca longos engarrafamentos. Nos horários de “rush”, os engarramentos são quilométricos e devem piorar a partir desta semana com a volta das aulas das escolas e universidades, reclamam os moradores. A construção de uma ponte em Jacarecica piora a situação.

As obras de duplicação da AL 220, entre o trecho de São Miguel dos Campos até Arapiraca, pararam. Problema maior é para quem segue pela mesma rodovia até o Sertão, reclamou Claudinei Matoso, proprietário de um micro-ônibus da linha de Delmiro Gouveia. O trecho de Major Izidoro até Olho D´água do Casado é perigoso. “A rodovia está esburacada e os acidentes se multiplicam porque os motoristas tentam escapar das crateras e as vezes não conseguem”, apontou o motorista. 

Setrand

As reclamações dos prejuízos sentidos dos motoristas que trafegam nas rodovias esburacadas chegaram à Secretaria de Transporte e de Desenvolvimento Urbano (Setrand). O secretário Mosart Amaral explicou que no período chuvoso é comum que os buracos apareçam nas vias. “Não fazemos o tapa-buraco de uma hora pra outra, com a urgência que o caso requer, em função da chuva que cai. Tem que haver um período de estiagem. Estamos trabalhando dentro do possível. Temos que aguardar algum período de sol para que possamos fazer esses serviços emergenciais”.

Arapiraca

Com relação as obras de duplicação da AL- 220 de São Miguel dos Campos até Arapiraca,  que está em situação semelhante da duplicação da AL-101 Norte, em ritmo lento, o secretário prometeu retomar as obrasem breve. “Nesse período de chuvas os trabalhos ficam lentos. Asfalto nem pensar. A parte de Campo Alegre em diante já está com muitos trechos prontos para receber a capa de asfalto, mas isso só vai acontecer após o período de inverno. Por enquanto, estamos trabalhando em barreiras de concreto, que chamamos barreiras New Jersey, entre uma pista e outra”, explicou o secretário Mosart. A previsão de conclusão deste projeto é para o primeiro semestre do ano que vem. O custo é de aproximadamente R$ 140 milhões.

Obras federais

Por conta da falta de prestígio do governo de Alagoas, obras viárias federais importantes para o estado estão em ritmo lentou ou paradas em diversas regiões. Ao explicar os motivos das obras paradas, o secretário justificou que, agora, a gestão “entou na fase das desapropriações, para que as áreas sejam liberadas e, diante disso, eles possam continuar. Quase todos os imóveis já foram desapropriados, falta apenas um, que está sendo resolvido na justiça”, explicou o secretário. 

Fonte: Gazeta web

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