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Papa critica nacionalismos, que levam a “isolamento” e a “guerras”

O papa Francisco criticou o nacionalismo por conduzir a guerras e disse que o populismo não reflete a cultura popular. "O nacionalismo é uma atitude de isolamento. Estou preocupado, porque ouvimos discursos que lembram os de Hitler em 1934. 'Primeiro nós. Nós... nós...': estes são pensamentos aterrorizantes", afirmou o pontífice | 9 de agosto de 2019 | 20:54 h

Papa recebe líder indígena Raoni em audiência privada (Foto: REUTERS/Andrew Medichini/Pool)

247 – O papa Francisco criticou o nacionalismo por conduzir a guerras e disse que o populismo não reflete a cultura popular. “O nacionalismo é uma atitude de isolamento. Estou preocupado, porque ouvimos discursos que lembram os de Hitler em 1934. ‘Primeiro nós. Nós… nós…’: estes são pensamentos aterrorizantes”, afirmou o pontífice.

A reportagem da RFI destaca mais trechos da fala do papa: “um país deve ser soberano, mas não fechado. A soberania deve ser defendida, mas as relações com outros países e com a Comunidade Europeia também devem ser protegidas e promovidas. O nacionalismo é um exagero que sempre acaba mal: leva a guerras.”

A matéria ainda sublinha: “questionado sobre o populismo, o papa, que vivenciou os anos de Domingo Perón em seu país, explicou que essa corrente também “fecha as nações”, como o nacionalismo. “No começo, não conseguia entender, porque, estudando Teologia, eu aprofundava o popularismo, isto é, a cultura do povo. Uma coisa é que o povo se expresse, e outra é impor ao povo a atitude populista. O povo é soberano – tem seu jeito de pensar, de se expressar e de sentir, de avaliar. Mas os populismos nos levam ao nacionalismo: esse sufixo, ‘ismos’, nunca faz bem”, insistiu.”

Fonte: Brasil 247

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