Esportes

Pan de Lima: Brasil é aprovado no 1º teste pós Rio-2016

Silvio Barsetti | 12 AGO 2019 | 10h59

 
Na prova feminina do triatlo, Luisa Baptista e Vittoria Lopes conquistaram, respectivamente, as medalhas de ouro e prata nos Jogos Pan-americanos Lima 2019.

Foto: Divulgação/COB / Estadão Conteúdo

A melhor participação do Brasil em Jogos Pan-Americanos, com vários recordes batidos por seus atletas em Lima, cidade que abrigou a edição de 2019, encerrada nesse domingo, está diretamente relacionada ao milionário investimento feito para a disputa da Olimpíada do Rio, em 2016. Com instalações modernas para o evento de três anos atrás – hoje, algumas delas estão sem uso adequado – e uma preparação especial para todas as modalidades, o Brasil obteve boa classificação nos Jogos do Rio e projetou vários de seus principais atletas.

Entre Londres-2012 e Rio-2016, o Brasil gastou cerca de R$ 3,6 bilhões, com verba pública, no projeto olímpico.

Anos atrás, antes de se afastar do esporte por suposto envolvimento em compra de votos para trazer a Olimpíada para o País, o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, previa um possível salto do País para ocupar o segundo lugar, na América, em competições de ponta, como olimpíadas e pan-americanos. Ainda longe de ameaçar a supremacia dos Estados Unidos, o objetivo era superar os principais rivais, Cuba e Canadá.

Isso se deu até com folga desta vez. Ao conquistar o seu maior número de medalhas de ouro em Pan-Americanos, 55 ao todo, alcançar o pódio 171 vezes, ser premiado em 41 modalidades, só para citar alguns de seus recordes obtidos em Lima, o Brasil deixou para trás, a uma boa distância, os canadenses (em 4º), com 35 ouros, e os cubanos (em 5º), com 33.

Para se ter uma ideia de como era essa briga particular, em busca da vice-liderança na América, há 20 anos, nos Jogos de Winnipeg, o anfitrião Canadá somou 196 medalhas. Cuba obteve 157 e o Brasil, 101.

Nas primeiras edições do Pan-Americano, que estreou em 1951, em Buenos Aires, juntavam-se a Canadá, Cuba e Brasil, como os que tentavam encostar nos EUA, mais dois países, México e Argentina. Aos poucos, porém, ambos foram perdendo força, embora, agora, os mexicanos tenham ficado em terceiro lugar, superados apenas por Estados Unidos e Brasil, e os argentinos, em sexto. 

Fonte: Terra

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