GeralSLIDE

Militar do Exército e jovem de 18 anos são baleados em guerra de traficantes na Pedreira

Outras seis pessoas ficaram feridas e um suspeito morreu durante o intenso confronto no conjunto de favelas da Zona Norte Por ANDERSON JUSTINO e RAI AQUINO | 04|10|2019 ÀS 18:46

Sete ônibus foram incendiados – Estefan Radovicz
Pelo menos nove pessoas foram baleadas durante a guerra de traficantes dos complexos do Chapadão e da Pedreira, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, na noite desta quinta-feira. Dentre elas estão um soldado do Exército e um jovem de 18 anos, que não tiveram suas identificações reveladas. 
Jonas Ferreira de Souza estava de carro na Avenida Pastor Martin Luther King Junior quando foi ferido nas costas, por volta das 19h30. De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), o militar foi socorrido na UPA de Irajá, levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, e transferido para o Hospital Central do Exército.
 
Já o jovem baleado estava jogando futebol, quando foi atingido. Ele foi levado ao PAM de Meriti e ainda não há informações sobre seu estado de saúde.
A 39ª DP (Pavuna), que está responsável pelo caso, informou que dentre os outros sete baleados, um é suspeito de ter participado dos confrontos e morreu, após ser levado ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. As circunstâncias em que as outras seis pessoas foram feridas ainda estão sendo investigadas. 
A distrital ainda investiga a possibilidade de corpos de traficantes da Pedreira mortos no confronto tenham sido escondidos na mata da região pelos rivais do Chapadão.

 

Sete ônibus foram incendiadosREPRODUÇÃO / INTERNET

INTENSO TIROTEIO
 
O confronto no Complexo da Pedreira começou no fim da tarde de ontem quando criminosos do Chapadão tentaram invadir a região dominada pelos rivais. A guerra de traficantes foi marcada por um intenso tiroteio, que durou até pelo menos por volta das 22h.
A polícia investiga a hipótese de traficantes de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, terem ajudado os criminosos do Chapadão na invasão na Pedreira.
“O que a polícia apurou é que ontem ocorreu uma invasão orquestrada por traficantes do Complexo do Chapadão na comunidade da Pedreira. Existe a hipótese de que eles tenham recebido apoio de traficantes de outras localidades, como São João de Meriti”, destaca o titular da 39ª DP, o delegado Rodrigo Barros.
Vídeo incorporado
 
ÔNIBUS QUEIMADOS
 
Os tiros dados durante o confronto atingiram residências próximas e fizeram com que a estação Engenheiro Rubens Paiva do metrô fosse fechada por cerca de três horas. Fotos que circulam na Internet mostram passageiros se protegendo dos tiros. A estação de Costa Barros da SuperVia também foi interditada.

Vídeo incorporado

 
 
 Além disso, sete ônibus foram queimados durante o confronto; são eles:
 
729L (Parque São Vicente x Méier) – viação Flores
720L  (Novo Rio x Madureira) – Flores
734L (Vila Norma x Cascadura) – Flores
920 – (Pavuna x Bonsucesso) – Gire Transportes (dois veículos)
688 (Pavuna x Méier) – Viação Pavunense
778 (Cascadura x Pavuna) – Viação Vila Real 
A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) repudiou o ataque aos ônibus.
“Com estes casos, sobe para 206 o número de ônibus incendiados no Estado do Rio desde 2016, dos quais apenas sete veículos foram recuperados e retornaram à operação. Do total, mais de 40% eram climatizados. O custo de reposição se aproxima de R$ 90 milhões, recursos que poderiam estar sendo investidos na melhoria do transporte público com a renovação da frota. A capital é a cidade mais atingida por esse tipo de ação criminosa. Foram 102 casos desde 2016, sendo 15 somente em 2019.
A população é a maior prejudicada com a redução da oferta de transportes. Um ônibus incendiado deixa de transportar cerca de 70 mil passageiros em seis meses, tempo necessário para a reposição de um veículo no sistema. Se somarmos a frota incendiada desde 2016 (207), potencialmente, deixam de ser transportados cerca de 14,5 milhões de passageiros nesses veículos.
É importante lembrar que a inexistência de seguro para esse tipo de sinistro e a crise econômica do setor, que tem feito as empresas perderem gradativamente a capacidade de investimento em renovação da frota, tornam inviável a reposição de ônibus incendiados”, a Fetranspor disse, em nota.

Fonte: O DIA

 
 

Facebook Comments

Artigos relacionados

Fechar