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Vídeo de agressão em escola de Satuba vira caso de polícia

Deborah Freire | 07/11/19 | 11h28

Reprodução / Vídeo
 
 

Uma briga entre dois alunos da Escola Estadual Manoel Gentil, em Satuba, Região Metropolitana de Maceió, na terça-feira (5), virou caso de polícia após viralizar nas redes sociais e terminar com a suspensão do adolescente agressor e do que filmou a ação.

O delegado Manoel Wanderley esteve nesta quinta (7) na casa dos pais dos estudantes, para pedir que comparecessem à delegacia para prestar esclarecimentos.

De acordo com o pai do aluno agressor, Paulo Gomes da Silva, o problema começou quando um professor retirou os dois da sala por estarem trocando “cola” para a prova.

No vídeo, é possível ouvir quando o estudante agredido afirma: “Você falou”. E o agressor pergunta: “Eu falei, foi?”. O estudante dá tapas, socos e chutes no colega de classe, que não esboça nenhuma reação, a não ser tentar se afastar.

Veja:

De acordo com mensagens que circulam nas redes sociais, o aluno que é agredido, de 15 anos de idade, seria autista, mas em um áudio compartilhado com amigos, a mãe nega. “Meu filho não tem problema, ele tem essa bondade de não reagir, porque corria o risco de a turma bater nele. Graças a Deus, não aconteceu nada mais grave, ele não está machucado, e não quis fazer BO”, relata.

Ela diz também que foi procurada pelo pai do agressor, um adolescente de 17 anos, e ele se prontificou a arcar com os custos de exames e medicamentos que fossem necessários. “Não foi fácil para mim como mãe. Eu ia direto à delegacia, minha intenção era fazer BO. Ele reclamou de dor de cabeça, mas não me disse nada. Não fiz o BO em respeito ao pai. Ele, como pai, não posso culpar”, declara.

Pai comenta agressão

Em conversa com o TNH1 por telefone, Paulo Gomes diz que até hoje a “ficha não caiu”. “Quando recebi o vídeo, fiquei nervoso, maluco. Não dormi, minha vida virou de pernas pra o ar. Somos amigos da família. Estou com medo pelas ameaças. Hoje, a rede social é uma arma. Sou pai e não desejo isso a ninguém”, desabafa.

Ele acredita que a escola também tem responsabilidade por não ter tomado a melhor medida para evitar a briga. Após terem supostamente trocado “colas”, os estudantes não foram chamadas à direção, mas apenas mandados embora, segundo conta.

O TNH1 entrou em contato com a diretora, Thomazia Andrade, mas ela estava em reunião e não pode falar com a reportagem.

A Secretaria de Estado da Educação emitiu nota em que lamenta e repudia o ato de violência e informa que os dois agressores já foram suspensos pela direção da escola e suas famílias foram convocadas, assim como o Conselho Tutelar. “O Conselho Escolar também vai se reunir para discutir o episódio e tomar as providências cabíveis. Desde já, reforçamos que buscamos sempre fomentar a cultura de paz, tolerância e o protagonismo juvenil em nossas escolas”.

Fonte: TNH1

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