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Vídeo de agressão em escola de Satuba vira caso de polícia

Por Alagoas Brasil Noticias

Uma briga entre dois alunos da Escola Estadual Manoel Gentil, em Satuba, Região Metropolitana de Maceió, na terça-feira (5), virou caso de polícia após viralizar nas redes sociais e terminar com a suspensão do adolescente agressor e do que filmou a ação.

O delegado Manoel Wanderley esteve nesta quinta (7) na casa dos pais dos estudantes, para pedir que comparecessem à delegacia para prestar esclarecimentos.

De acordo com o pai do aluno agressor, Paulo Gomes da Silva, o problema começou quando um professor retirou os dois da sala por estarem trocando “cola” para a prova.

 

No vídeo, é possível ouvir quando o estudante agredido afirma: “Você falou”. E o agressor pergunta: “Eu falei, foi?”. O estudante dá tapas, socos e chutes no colega de classe, que não esboça nenhuma reação, a não ser tentar se afastar.

Veja:

 

De acordo com mensagens que circulam nas redes sociais, o aluno que é agredido, de 15 anos de idade, seria autista, mas em um áudio compartilhado com amigos, a mãe nega. “Meu filho não tem problema, ele tem essa bondade de não reagir, porque corria o risco de a turma bater nele. Graças a Deus, não aconteceu nada mais grave, ele não está machucado, e não quis fazer BO”, relata.

Ela diz também que foi procurada pelo pai do agressor, um adolescente de 17 anos, e ele se prontificou a arcar com os custos de exames e medicamentos que fossem necessários. “Não foi fácil para mim como mãe. Eu ia direto à delegacia, minha intenção era fazer BO. Ele reclamou de dor de cabeça, mas não me disse nada. Não fiz o BO em respeito ao pai. Ele, como pai, não posso culpar”, declara.

Pai comenta agressão

Em conversa com por telefone, Paulo Gomes diz que até hoje a “ficha não caiu”. “Quando recebi o vídeo, fiquei nervoso, maluco. Não dormi, minha vida virou de pernas pra o ar. Somos amigos da família. Estou com medo pelas ameaças. Hoje, a rede social é uma arma. Sou pai e não desejo isso a ninguém”, desabafa.

Ele acredita que a escola também tem responsabilidade por não ter tomado a melhor medida para evitar a briga. Após terem supostamente trocado “colas”, os estudantes não foram chamadas à direção, mas apenas mandados embora, segundo conta.

O TNH1 entrou em contato com a diretora, Thomazia Andrade, mas ela estava em reunião e não pode falar com a reportagem.

A Secretaria de Estado da Educação emitiu nota em que lamenta e repudia o ato de violência e informa que os dois agressores já foram suspensos pela direção da escola e suas famílias foram convocadas, assim como o Conselho Tutelar. “O Conselho Escolar também vai se reunir para discutir o episódio e tomar as providências cabíveis. Desde já, reforçamos que buscamos sempre fomentar a cultura de paz, tolerância e o protagonismo juvenil em nossas escolas”.

Fonte: TNH1

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