Home Alagoas Braskem quer desocupar 400 imóveis e realocar 1,5 mil moradores em Maceió

Braskem quer desocupar 400 imóveis e realocar 1,5 mil moradores em Maceió

Por Alagoas Brasil Noticias
 

Medida visa à criação de uma área de resguardo em torno de 15 poços

FOTO: DIVULGAÇÃO

 

Nesta quinta-feira (14), a Braskem apresentou à Agência Nacional de Mineração (ANM) e às demais autoridades medidas para o encerramento definitivo da extração de sal e fechamento de seus poços em Maceió. A ação deve desocupar aproximadamente 400 imóveis e realocar 1,5 mil pessoas no bairro do Mutange, na parte baixa de Maceió. 

A medida ainda visa à criação de uma área de resguardo em torno de 15 poços e o monitoramento contínuo das regiões vizinhas. Já para os demais poços, a empresa recomendou que outras estratégias complementares de fiscalização sejam aplicadas, sem que haja a necessidade de realocação de moradores. 

“A Braskem irá disponibilizar os recursos necessários e todo o planejamento para a execução destas ações será feito em conjunto com a Defesa Civil e demais autoridades. Todas as medidas e ações são baseadas nos estudos que o Instituto de Geomecânica de Leipzig (IFG), da Alemanha, referência internacional em geomecânica de poços de sal, vem fazendo a partir dos dados dos sonares executados nos poços de extração de sal da Braskem”, diz um trecho do comunicado da mineradora à imprensa, acrescentando que compreende o impacto na vida das pessoas e se coloca à disposição para esclarecer dúvidas e apoiar a população.

Pinheiro, Mutange e Bebedouro 

Após o surgimento de diversas rachaduras em residências localizadas no bairro do Pinheiro, em Maceió, a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), ligada ao Serviço Geológico do Brasil (SGB), iniciou os trabalhos para identificar a origem do problema. Posteriormente, o problema apareceu também nos bairros do Mutange e Bebedouro. 

Com o fim das investigações, a CPRM divulgou, no dia 8 de maio de 2019, o primeiro relatório atestando que a maioria dos 35 poços de minas da Braskem apresentavam sinais de desmoronamento e envergamento por conta dos abalos sísmicos registrados entre janeiro e março de 2018. 

O documento ainda mostra que a exploração de sal-gema estaria sendo feita de forma inadequada e, por isso, desestabilizou as cavernas subterrâneas que existiam embaixo dos bairros. Em razão disso, o afundamento do solo e as rachaduras começaram a surgir. 

Desestabilização das cavernas subterrâneas que existiam embaixo dos bairros foi provocada pela exploração de sal-gema

FOTO: DÊNIS MELO

 

Na época, por meio de nota, a Braskem informou que teve acesso ao laudo e que passaria a analisar os resultados apresentados. Além disso, desde o início do agravamento das fissuras em 2018, estava colaborando com as autoridades. 

Atendimento à população

A Braskem disponibilizou uma equipe para manter contato com a comunidade por meio de postos de atendimento presencial nos três bairros e através do telefone 0800-006-3029. O 0800 começará a atender nesta sexta-feira (15). O site http://www.braskem.com/esclarecimento-alagoas reúne todas as informações relevantes sobre o tema.

Fonte: Gazeta web

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