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Água utilizada na produção da cerveja Belorizontina estava contaminada

Por Alagoas Brasil Noticias

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou nessa quarta-feira que a água utilizada na produção da Cerveja Belorizontina, feita pela Cervejaria Backer, estava contaminada com a substância dietilenoglicol. A análise do Mapa constatou ainda que a contaminação aconteceu dentro da cervejaria. Duas mortes por síndrome nefroneural, que podem estar relacionadas com a ingestão da cerveja, já foram confirmadas.

A força-tarefa formada para investigar o caso ainda não chegou à conclusão de como a água teria sido contaminada com a substância, mas três hipóteses são consideradas: sabotagem, vazamento no tanque de resfriamento ou utilização indevida do dietilenoglicol durante a produção. Seis lotes da Belorizontina e um lote da cerveja Capixaba já foram periciados e em todos eles foi encontrada a substância. Na ação da força-tarefa foram apreendidos 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope.

Os lotes que já foram detectados como contaminados são: L2 1354, L2 1348, L2 1197, L2 1604, L2 1455, L2 1464 da marca Belorizontina e L2 1348 da marca Capixaba.

A apuração do Mapa identificou que a água utilizada, primeiramente, no resfriamento do mosto cervejeiro, materia-prima da cerveja, já estava contaminada. Ao longo da cadeia, essa água que, após resfriar o mosto saía quente do tanque, era novamente utilizada no processo de produção. Assim, o Mapa concluiu que toda produção da Backer deve ter sido contaminada, justificando a decisão de determinar o recolhimento e impedir a comercialização de todos os rótulos da cervejaria.

Segundo o Mapa, os controles de produção demonstram que os lotes já detectados como contaminados passaram por distintos tanques, afastando a possibilidade de ser um evento relacionado ao lote ou tanque específico. Os representantes do ministério não disseram, no entanto, quantos tanques estariam com resquícios da substância.

O ministério identificou que desde janeiro de 2018 até agora a Cervejaria Backer adquiriu 15 toneladas de monoetilenoglicol, que pode resultar em dietilenoglicol após reações. Caso a grande aquisição do composto não esteja relacionada a uma ampliação da produção da cervejaria, a hipótese é de que a Backer tenha utilizado a substância inadequadamente.

— Esse insumo não é consumido em ritmo elevado no processo. (A grande) aquisição pode significar ampliação do processo cervejeiro, mas também pode significar falha do processo de modo que o produto esteja sendo gasto acima do esperado — explicou Carlos Vitor Müller, coordenador-geral de vinhos e bebidas do Ministério.

Em nota, a cervejaria Backer reafiirmou que “nunca comprou e nem utilizou o dietilenoglicol em seus processos de fabricação” e reforçou “que a substancia empregada pela cervejaria é o monoetilenoglicol, cujas notas fiscais de aquisição já foram compartilhadas com a Polícia Civil e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)”.

A empresa explicou que “nos últimos dois anos, a Backer precisou aumentar a compra de monoetilenoglicol para atender a demanda de ampliação constante da sua planta produtiva” e que “no período, foram adquiridos 29 novos tanques de fermentação”. A cervejaria disse que “aguarda os resultados das apurações e continua à disposição das autoridades”.

Não há proibição de utilização do dietilenoglicol para serpentinas de resfriamento, no entanto, a maior parte das fábricas, segundo o Ministério, costuma utilizar o álcool etílico para esse fim. A restrição é que essa substância em hipótese alguma pode entrar em contato com o alimento por ser tóxica.

O Mapa recebeu um pedido da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) pedindo a proibição do etilenoglicol na produção do produto. Questionados sobre o incremento da fiscalização desse tipo de produto na cadeia cervejeira, Müller ponderou:

— A gente não tinha notificação dessa substância em cervejas até hoje. Não há como ter ação fiscalizatória sobre um risco completamente desconhecido. Temos primeiro que conhecer mais a fundo o que aconteceu, ter evidências concretas. Se houve sabotagem, ela não repercute em controle fiscal do Mapa.

Caso as investigações concluam que houve responsabilidade da empresa no caso, a Backer pode ser acionada em diversas frentes, de acordo com a gravidade.

— As penalidades são diversas, vão de advertência a multa, apreensão, cassação de registro. Todas as possibilidades estão na mesa— afirmou Glauco Bertoldo, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal.

Fonte: Diario Arapiraca

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