Brasil

Anvisa interdita por 90 dias todas as marcas da Backer vendidas no país

Yahoo Finanças | 18 de janeiro de 2020

Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nessa sexta (17) a interdição de todas as marcas de cerveja da Backer com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020. A decisão foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União. A interdição cautelar vale por 90 dias. A informação foi publicada pelo portal G1.

De acordo com o portal, a determinação veio depois que análises feitas pelo Ministério da Agricultura comprovaram a contaminação pelas substâncias monoetilenoglicol e dietilenoglicol em 21 lotes de oito marcas diferentes de cerveja da empresa.

A investigação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária também baseia a medida preventiva, que vale para todo o Brasil e afeta 29 tipos de cervejas.

Além da interdição, também lotes específicos da cerveja Belorizontina e um da cerveja Capixaba estão proibidos e devem ser recolhidos pela empresa em todo o país.

A orientação aos consumidores é para que estas cervejas não sejam consumidas, se já foram adquiridas. Já aos comerciantes, a orientação é para que retirem o produto das prateleiras. A Anvisa vai notificar a empresa para que veicule mensagem com orientação sobre a devolução dos produtos.

Por meio de nota, a Backer informou que vai cumprir a determinação da Anvisa. A cervejaria também nega que usa o dietilenoglicol no processo de fabricação. Ele foi encontrado pelo Ministério da Agricultura em um tanque de fermentação e na água usada pela cervejaria.

O Conselho Regional de Química de Minas Gerais abriu processo para investigar se a distribuidora está dentro das normas exigidas para funcionar.

Sintomas e tratamento

Entre os sintomas reportados em casos de contaminação, após a ingestão de lotes específicos da cerveja, estão alterações neurológicas e insuficiência renal. A presidente da Sociedade Mineira de Nefrologia, Lilian Pires de Freitas do Carmo, explicou que os primeiros sinais de intoxicação por dietilenoglicol são dores abdominais, náuseas e vômitos. O tratamento é feito no hospital, com monitoração, e tem o etanol como antídoto.

Na última segunda (13), o Ministério da Agricultura determinou que todas as cervejas da marca fossem recolhidas e suspensa a venda de produtos. A medida é válida para qualquer rótulo da cerveja, além dos chopes, fabricado entre outubro de 2019 e janeiro. A Backer informou que pediu mais prazo à Justiça para fazer o recall.

Na terça (14), a diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos, pediu em entrevista coletiva que as pessoas não consumam a cerveja alvo da investigação. A orientação vale também para a cerveja Capixaba, que é produzida no mesmo tanque e possui a mesma fórmula da Belorizontina, porém com rótulo diferente.

“O que estou pedindo é que não bebam a [cerveja] Belorizontina, qualquer que seja o lote. Eu não sei o que está acontecendo”, afirmou ela.

Nota da Backer na íntegra

“Conforme anunciado na coletiva de imprensa do dia 14 de janeiro, a Backer estruturou uma equipe especializada, que desde ontem atua para prestar assistência e fornecer o apoio necessário aos pacientes e seus familiares. A empresa se solidariza com essas pessoas, compartilha da mesma dor que eles vivem nesse momento, e reforça sua atenção e seu compromisso em disponibilizar todo o suporte necessário para cada um deles. A Backer está aberta para receber o contato desses familiares sempre que desejarem e continua colaborando com as autoridades e verificando seus processos para contribuir com as investigações e ter respostas o quanto antes. O contato exclusivo para os familiares é (31) 3228-8859, de 8h às 17h”.

Fonte: Yahoo  

 
 
 

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