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Site Alagoar disponibiliza acervo com 261 filmes feitos em Alagoas

31 de março de 2020 | 08:39 | Produção local é um prato cheio para quem deseja se distrair em tempos de isolamento social

 
Cena o filme ‘O que lembro, tenho’ (Foto: Reprodução)
 

Já que o isolamento o social é imprescindível para a manutenção da saúde da população, a saída é passar esse tempo proveito. Exercícios físicos têm sido aconselhados como uma saída para distração.  E manter a mente sã também é preciso. Um bom livro, leitura, pequenos cursos via internet e, por que não um bom filme? E para quem gosta que tal prestigiar o cinema alagoano.

E quem gostou da ideia pode acessar gratuitamente um acervo de 261 filmes feitos em alagoas. Bastar ir no site www.alagoar.com.br, que mantém o banco permanente de filmes, como um incentivo à descoberta do cinema local.  Há de tudo,  ficção, documentários, longas, curtas de diferentes épocas e fases.

Segundo Larissa Lisboa, que integra a curadoria do site, o convite é para aproveitar o tempo em casa para descobrir o cinema feito por aqui. “O espaço dedicado a dar ênfase às obras audiovisuais alagoanas on-line foi criado justamente pensando em incentivar o acesso e difusão dessas obras, temos reforçado que os filmes estão disponíveis, que temos curadorias criadas por colaboradores do site, indicando filmes e videoclipes, como também reforçamos que aceitamos sugestões de curadorias”, explica a realizadora.

O Alagoar é uma iniciativa independente, voltada à preservação da memória, à divulgação e à formação audiovisual, com foco no audiovisual alagoano. O projeto nasceu em 2008, a partir de um trabalho de pesquisa e catalogação da videomaker Larissa Lisboa. Em 2015, o projeto se tornou um site, que hoje é a mais importante janela do audiovisual local. De acordo com a idealizadora, a iniciativa está aberta para colaborações voluntárias e coletivas.

Assista

O Acendedor de Lampiões (1993)

Sinopse: Um retorno imaginário de Jorge de Lima à União dos Palmares. Sua volta de trem faz rever pela janela seu povo e assim vai lembrando seus poemas e compondo outros. São 10 poemas em dez cenas sendo a principal Great Western, razão de sua viagem no poema que abre e encerra o delírio do seu diretor.

Híbrido (2018)

Sinopse: Homem de meia-idade, servidor público, está passando por dilemas, anseios e necessidades todos vindos à tona para transformar sua vida, Charles é obrigado diariamente a seguir performando um gênero que não se enquadra em seus desejos mais íntimos, Ele se ama muito e por mais que tente fugir de tais desejos eles sempre retornam deixando-o em conflito.

Mané do Rosário (2018)

Sinopse:  O curta documentário “Mané” é um registro audiovisual de um dos folguedos mais antigos e misteriosos do estado de Alagoas, o Mané do Rosário. O filme aborda a apresentação que ocorre durante os festejos de São José, padroeiro do Poxim, povoado de Coruripe, interior alagoano. Em meio as saias coloridas, chapéus e véus, homens e mulheres, adultos e crianças, percorrem as ruas do Poxim, ao som do pífano, chocalhos e gritos dos palhaços, atraindo os olhares curiosos que acompanham o grupo até a adro da pequena igreja. Mais de 300 anos de tradição, mantida pela família de Dona Traíra, mestre do folguedo e patrimônio vivo do estado.

Memórias de um herói de carnaval (2016)

Sinopse: Produzido a partir de um depoimento de Pedro Tarzan (Pedro Ferreira Auta), uma das mais importantes e reconhecidas figuras dos carnavais de rua de Maceió, entre os anos de 1950 e 1980 do século passado.

Jorge Cooper (2013)

Sinopse: O filme persegue os vestígios deixados por Jorge Cooper, poeta alagoano que viveu em descompasso com sua época, para elaborar um retrato em forma de documentário. Dono de uma poesia concisa e de uma personalidade forte e irônica, tinha o conflito com o tempo como um de seus temas obsessivos. Experimentou diversas solidões e transformou-as em poesia. Documentário / Direção: Victor Guerra Araújo.

O que lembro, tenho (2012)

Sinopse: A idosa Maria vive num apartamento de classe média aos cuidados da filha Joana. Os sintomas de demência senil transportam Maria no espaço e no tempo, obrigando-a a reviver episódios de sua vida no interior alagoano. Enquanto a mãe é tomada por uma regressão gradativa, Joana assiste impotente ao seu distanciamento.

Fonte: Tribuna Hoje  

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