Policia

Advogado diz ter provado não ser sócio de suspeitos de envolvimento em esquema

Rossemy Dosso foi conduzido à Deic, na última quarta-feira, para prestar depoimento | Por Greyce Bernardino | 06/06/2020 | 12:30 hs

Rossemy Dosso prestou depoimento à Deic, na última quarta-feira 

FOTO: ASSESSORIA  

O advogado Rossemy Doso, que foi conduzido à sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), na última quarta-feira (3), para prestar depoimento sobre a operação ‘bate e volta’, que prendeu três advogados suspeitos de envolvimento em esquema para beneficiar transferência de presos em Alagoas, informou, por meio de nota, nesse sábado (6), ter provado não ser sócio dos suspeitos, assim como de não participar de nenhuma ação criminosa. A Gazeta trouxe a informação, em primeira mão, ainda na tarde de ontem, após conversar com os delegados responsáveis pelo caso. 

No documento, Rossemy destacou que, durante depoimento, obteve o direito amplo ao contraditório e ampla defesa, momento no qual pôde esclarecer que não tem nenhum envolvimento com qualquer esquema criminoso, inclusive, podendo, assim, exibir toda a documentação necessária que comprovasse a sua inocência. 

“Ressalto que dos quatros mandados de prisão temporárias expedidos no âmbito da operação, o meu foi o único que não necessitou ser cumprido, de igual forma não fui encaminhado ao sistema prisional, tão pouco foi necessário habeas corpus para minha liberação, pois conforme pode ser visto no diário da justiça eletrônica do Tribunal de Justiça de Alagoas, publicado no dia 05/06/2020, as pgs. 146/149, a própria vara que expediu os mandados de prisão revisou o caso com base nos documentos já existentes e nos novos depoimentos colhidos e viu que sou apenas citado por um preso como sendo sócio de outro investigado, mas sem falar qualquer processo que eu tenha atuado e que em uma análise mais aprofundada não indícios de que eu tenha participado dos crimes alvos da investigação, assim o referido juízo revogou meu mandado de prisão”, diz em trecho de nota.

Veja nota na íntegra:

Em relação as matérias jornalísticas que vem sendo publicadas sobre a operação policial “bate e volta” venho a publico esclarecer que a Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC) me conduziu, na última quarta-feira (03/06) até a referida delegacia especializada, uma vez que havia mandados de prisão temporária para quatro advogados, me incluindo entre eles com o intuito de apurar supostas transferências ilegais de reeducandos no sistema prisional alagoano.

Os delegados daquela delegacia especializada conduziram um depoimento de forma imparcial, me oportunizando o direito amplo ao contraditório e ampla defesa, momento no qual eu pude esclarecer que não tenho nenhum envolvimento com qualquer esquema criminoso, inclusive me oportunizaram a exibição de toda documentação necessária.

Ressalto que dos quatros mandados de prisão temporárias expedidos no âmbito da operação “bate e volta” o meu foi o único que não necessitou ser cumprido, de igual forma não fui encaminhado ao sistema prisional, tão pouco foi necessário habeas corpus para minha liberação, pois conforme pode ser visto no diário da justiça eletrônica do Tribunal de Justiça de Alagoas, publicado no dia 05/06/2020, as pgs. 146/149, a própria vara que expediu os mandados de prisão revisou o caso com base nos documentos já existentes e nos novos depoimentos colhidos e viu que sou apenas citado por um preso como sendo sócio de outro investigado, mas sem falar qualquer processo que eu tenha atuado e que em uma análise mais aprofundada não indícios de que eu tenha participado dos crimes alvos da investigação, assim o referido juízo revogou meu mandado de prisão.

Deixo claro que não sou sócio de nenhum dos demais envolvidos, dois dos quais sequer conhecia, um terceiro eu conhecia sim e tinha relações de amizades, não profissionais.

Agradeço aos delegados da DEIC, que conduziram uma investigação sobre a minha pessoa de forma imparcial, me oportunizando fazer todos os esclarecimentos.

Para não restarem quaisquer dúvidas sobre a minha lisura, entreguei espontaneamente meu telefone celular para ser periciado, entreguei todos documentos que se fizerem necessário, disponibilizei meus sigilos bancários, fiscais e telefônicos, disponibilizei senhas de redes sociais e de e-mail, para que pudesse ser investigados de forma ampla a minha vida.

Prisões e esquema

As prisões foram efetuadas em cumprimento a mandados expedidos pela 10ª Vara Criminal da Capital e durante uma operação – nomeada por “bate e volta” – deflagrada na manhã da última quarta-feira, pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC) da Polícia Civil (PC). 

Já as investigações foram iniciadas após uma provocação da própria 16ª Vara Criminal de Execuções Penais. Para elucidação do caso, reeducandos do sistema penitenciário alagoano, autoridades do Judiciário e do sistema prisional já foram ouvidos. 

Os advogados são investigados por suspeita de fazerem parte de um esquema que facilitava a transferência de reeducandos do Presídio do Agreste para as demais unidades prisionais do estado, onde a vigilância é menos rígida, com muitos presos tendo acesso a aparelhos celulares, por exemplo.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen/AL) já havia denunciado a prática em janeiro de 2017, informando a ligação do advogado Hugo Soares Braga, filho do juiz José Braga Neto, com integrantes de facções criminosas presos no estado. 

À época, a entidade disse que o parentesco acabava acarretando no favorecimento de presos perigosos. Em contrapartida, o juiz Braga Neto alegou que a denúncia era uma espécie de revanche por causa da atuação dele no combate às irregularidades dentro dos presídios.

Fonte: Gazeta Web  

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