Anadia/AL

23 de setembro de 2021

Anadia/AL, 23 de setembro de 2021

Especialistas avaliam que é precipitada a decisão de reabrir serviços não essenciais em Maceió

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 2 de julho de 2020

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Foto: Carolina Sanches/G1

A reabertura gradativa dos serviços não essenciais em Maceió está marcada para sexta-feira (3), seguindo a mudança de fase no protocolo estabelecido pelo governo de Alagoas. Entretanto, especialistas entrevistados pelo G1 dizem que a decisão é precipitada e que a capital ainda não se encaixa nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a flexibilização.

O Estado se baseia nos dados da capacidade hospitalar instalada, evolução dos óbitos e taxa de crescimento da Covid-19, indicadores que compõem a Matriz de Risco, elaborada para nortear a retomada dos setores produtivos fechados desde março como forma de conter o coronavírus. Para o governo, esses índices revelam um controle da pandemia na capital.

Ainda é preciso que a prefeitura de Maceió oficialize as novas regras no decreto de emergência que deve ser anunciado nesta quinta-feira (2), mas o decreto estadual já permite reabertura de lojas ou estabelecimentos de rua de qualquer segmento, desde que tenha até 400 m², salões de beleza e barbearias (com 50% da capacidade) e templos, igrejas e demais instituições religiosas (com 30% da capacidade).

Só que para tomar essa decisão com segurança, é preciso atender mais que os indicadores da Matriz de Risco. É o que avaliam o professor Sérgio Lira, doutor do Instituto de Física da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e membro do subcomitê de modelos matemáticos e epidemiologia do Comitê Científico do Consórcio Nordeste; e o médico Lauro Pedroza, da Associação Brasileira de Médicas e Médicos Pela Democracia, grupo que contribuiu para a elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19.

Os critérios da OMS, citados pelos especialistas como necessários para afrouxamento das medidas restritivas, são os seguintes:

  1. a transmissão da Covid-19 deve estar controlada;
  2. o sistema de saúde deve ser capaz de detectar, testar, isolar e tratar todos os casos, além de traçar todos os contatos;
  3. os riscos de surtos devem estar minimizados em condições especiais, como instalações de saúde e casas de repouso;
  4. medidas preventivas devem ser adotadas em locais de trabalho, escolas e outros lugares aonde seja essencial as pessoas irem;
  5. os riscos de importação devem ser administrados;
  6. as comunidades devem estar completamente educadas, engajadas e empoderadas para se ajustarem à nova norma.

O G1 entrou em contato na tarde de quarta (1) com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que coordena a avaliação dos indicadores para a reabertura, mas até a última atualização desta reportagem não tinha recebido resposta sobre os questionamentos levantados pelos especialistas.

Embora o governo do estado tenha classificado a situação da capital como de risco moderado alto, o professor disse que Alagoas e os demais estados do Nordeste ainda estão em situação de alto risco em relação ao novo coronavírus.
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