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Assessor de Bolsonaro está diretamente ligado a páginas de fake news, diz Facebook

Oposição vai ao STF e pede investigação de integrantes do chamado gabinete do ódio | 09/07/20 às 13:45

TERCIO ARNAUD TOMAZ, ASSESSOR DE JAIR BOLSONARO. FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Tércio Arnaud Tomaz, assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, foi apontado como o responsável por um esquema de contas falsas nas redes sociais banidas pelo Facebook nesta quarta-feira 8.

O levantamento foi feito pelo Laboratório Forense Digital do Atlantic Council em parceria com a rede social.

Além de Tércio, cinco ex e atuais assessores de legisladores bolsonaristas, entre eles um funcionário do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foram identificados como conectados à operação de desinformação no Facebook e no Instagram. No total, 73 contas foram derrubadas.

O levantamento mostra que as páginas atacavam opositores de Bolsonaro, como os ex-ministros Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta, além de integrantes de outros Poderes.

Segundo os pesquisadores, a conta no Instagram @bolsonaronewsss, que é anônima, foi registrada por Tércio. Ela tinha 492 mil seguidores e mais de 11 mil posts antes de ser derrubada. Uma página no Facebook chamada Bolsonaro News compartilhava o mesmo conteúdo.

Oposição pede investigação ao STF

Partidos de oposição ao governo pediram ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, que investigue a ligação entre os assessores do presidente com as contas derrubadas.

O assunto repercutiu no Congresso. Parlamentares afirmam que a medida do Facebook reforça as investigações da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das Fake News, que está suspensa desde março por conta da pandemia do novo coronavírus.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em entrevista à CNN Brasil que a ação reforça a necessidade de regulamentar o uso das redes. “No caso específico do Facebook, eu não posso comentar porque não conheço o caso a fundo. Agora em relação à perseguição, acho que o ambiente das redes sociais foi, nos últimos meses, muito mais favorável àqueles que apoiam o presidente do que o contrário”, disse.

Fonte: Carta Capital 


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