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Sem pavimentação, carros atolam todos os dias na Rua dos Nativos

Moradores da região estão revoltados com rua que está intransitável | 12 julho 2020 | 18:36 hs *

    Foto: Sete Segundos
 

Para os moradores do Loteamento Porto Seguro, no bairro Zélia Barbosa Rocha, em Arapiraca, o atilamento de veículos na Rua dos Nativos não é mais novidade. Eles acontecem todos os dias, quase sempre pegando de surpresa algum motorista desavisado, uma vez que quem mora na região evita passar pelo local.

“Olha que vergonha em Arapiraca, os carros atolando na rua”, afirma um morador, enquanto filma uma caminhonete tentando tirar uma van do atoleiro. Ele afirma que cinco cordas foram arrebentadas e mesmo assim, não conseguiram desatolar a van. “Está de parabéns o nosso prefeito”, ironiza.

Segundo Mônica, moradora do Loteamento Porto Seguro, ouvida pela reportagem, a revolta é generalizada. Ela confirma que, no local onde o vídeo foi gravado, não passa um dia sem que um veículo fique atolado. De acordo com ela, no local há uma minação de esgoto que, junto com as chuvas deixa o barro encharcado, formando o atoleiro. O problema não existiria, caso a rua passasse por obra de drenagem e pavimentação.

“O que a gente não entende é o porquê dessa rua, que está intransitável e onde os carros atolam todos os dias não estar dentro do projeto da prefeitura de Arapiraca para o calçamento das ruas”, declarou.

Ela se refere ao projeto de pavimentação das ruas do conjunto habitacional, obra da prefeitura de Arapiraca em conjunto com a Codevasf, executora, e Ministério do Desenvolvimento Regional, financiador da obra que está orçada em R$ 9,7 milhões e que deveriam ter sido concluída em abril deste ano. Mas não é o atraso na execução que incomoda os moradores. Segundo eles, a Rua dos Nativos e a Rua Julieta Vieira de Lima ficaram de fora do projeto. Quando as obras forem concluídas, essas duas ruas ficarão “ilhadas” e deverão ficar intransitáveis em definitivo. 

Mônica afirma que recentemente, um morador da Rua dos Nativos chegou a pagar do próprio bolso pelo serviço de uma retroescavadeira porque ele estava sem conseguir acessar a residência de carro, em decorrência da minação do esgoto. Com a máquina, o trajeto da minação foi desviada para um terreno baldio. 

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta.

 
Fonte: 7 segundos 
 

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