Home Municípios [Vídeo] Moradores colocam faixas pedindo socorro para “sair da lama” em Arapiraca

[Vídeo] Moradores colocam faixas pedindo socorro para “sair da lama” em Arapiraca

Por Alagoas Brasil Noticias
Foto: Minuto Arapiraca

A falta de ação do poder público multiplica as reclamações de moradores a respeito de buracos, lama e atoleiros nas ruas sem pavimentação em Arapiraca. Aqueles que moram nos bairros mais precários chegam a fazer piada, dizendo que parecem estar em um estágio da Nasa “preparados para sobreviver às crateras da Lua”, enquanto outros fazem protestos em meio às ruas alagadas ou colocam faixas pedindo socorro ao prefeito Rogério Teófilo para “sair da lama”, como aconteceu no bairro Guaribas.

Os moradores arrecadaram dinheiro e pretendem colocar faixas em vários pontos críticos do bairro, onde a lama e os buracos deixam as ruas praticamente intransitáveis para veículos. Duas faixas já foram colocadas na entrada do bairro e no muro do Clube da Casal, onde vários veículos já atolaram no barro mole, e na quarta-feira (05) devem colocar uma terceira na frente do cemitério Santo Antônio.

“A população contribuiu para a confecção das faixas porque não aguenta mais a situação e já não sabe mais o que fazer a não ser pedir socorro publicamente para ver se a prefeitura faz alguma coisa”, afirmou Júlio César, presidente da Associação dos Moradores do Loteamento Jacarandá, localizado no bairro.

Conforme a mensagem da faixa, o contrato para a pavimentação das ruas do bairro já foi aprovado, basta apenas a assinatura do prefeito Rogério Teófilo. Um mês atrás, quando o 7Segundos fez a primeira matéria sobre a situação precária da comunidade do bairro Guaribas, Júlio César afirmou que pouco antes havia encontrado o prefeito no próprio bairro e que Rogério Teófilo teria assegurado que Guaribas estava dentro do projeto que inclui pavimentação e drenagem outros três bairros e que o município tinha R$ 15 milhões liberados para as obras.

Deste encontro para cá, de acordo com Júlio César, não conseguiu mais nenhuma resposta da prefeitura sobre quando começarão as obras no bairro. “A gente entra em contato, manda mensagens, e tudo que dizem é que precisamos entrar em contato com outro setor para obter resposta, aí a gente entra em contato com esse outro setor, e eles simplesmente não respondem. Um vereador que mora aqui no bairro, afirmou que a obra ‘está mais perto do que longe’, mas o que a gente vê é o dias e meses passarem sem que nada aconteça”, ressaltou.

O presidente da associação explica que o projeto para a pavimentação e drenagem dos bairros Guaribas, Verdes Campos, Canafístula e povoado Cangandu tem recursos desde 2018, quando o município foi contemplado com R$ 58 milhões do Ministério das Cidades, por meio de emenda do deputado federal Arthur Lira. A assinatura do contrato com a Caixa para a liberação da verba aconteceu em janeiro do ano passado e foi noticiada pela prefeitura. O município licitou a obra e contratou empresa, só não assinou a ordem de serviço para que possa ser executada.

Enquanto isso não acontece, as dificuldades enfrentadas pelos moradores no dia a dia aumentam junto com o tamanho dos buracos nas ruas onde eles moram. “Se um mês atrás já estava ruim, agora está bem pior. Com as chuvas intensas, o solo não consegue absorver toda a água. As poças se formam, os carros têm dificuldade em passar pelos buracos e a rua se transforma em um lamaçal”, afirma José Carlos, que mora na rua Alfredo Soares de Macena. Todos os dias ele se desloca de moto para o trabalho e afirma ser impossível passar pela rua sem se sujar de lama.

Os moradores que precisam de transporte público ou particular também passam por uma série de transtornos. Motoristas de aplicativo muitas vezes recusam corridas se tiverem que atravessar as ruas esburacadas e para pegar um ônibus ou um transporte alternativo até o centro, as pessoas precisam vencer o lamaçal a pé, mesmo debaixo de chuva, para chegar no ponto que fica na rodovia AL-115. Isso porque as empresas de ônibus cancelaram as linhas que passavam por dentro do bairro devido ao alto custo de manutenção dos veículos, que viviam quebrando por conta dos buracos.

A reportagem está aguardando resposta da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura sobre a situação do bairro.

 Fonte: Sete Segundos 

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