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Eleições paulistanas: é forte o poder da Casa-Grande contra a Senzala

Por Alagoas Brasil Noticias

Ao não apoiar, já no 1º turno, a chapa 50, Guilherme Boulos e Luiza Erundina (PSOL), o PT interfere negativamente no desenvolvimento do País – Rui Daher – Foto: Mauro Calove – 14:58

A cada hora me parece mais forte a sensação de que, no dia em que se comemora a Proclamação da República, 15 de novembro, o pensamento progressista e socializante, mais uma vez, será derrotado, na eleição para a prefeitura de São Paulo, pelo Acordo Secular de Elites.

É forte o poder da Casa-Grande contra a Senzala (apud Mino Carta), sobretudo, quando apoiada, útil e inocentemente, até por quem se diz de esquerda. Convenhamos, centro não temos, e tudo é direita.

Como ingenuidade, sobressaem o PT, Partido dos Trabalhadores, e seu líder inconteste, Lula. Se carreguei demais no qualificativo, troquemos por uma visão azul-maravilha do futuro: a união de 2º turno.

Ao não apoiar, já no 1º turno, a chapa 50, Guilherme Boulos e Luiza Erundina (PSOL), o PT interfere negativamente no desenvolvimento do País, visto que a cidade de São Paulo é alto vetor de crescimento, e pior, aumenta o risco de, a partir de 2022, continuarmos com os despautérios do Regente Insano Primeiro (RIP), clã, acólitos e ogros apoiadores.

Jilmar Tatto, sem tato, tatu, ou tatoo, é uma nulidade no partido e fora dele. Inexpressivo. Maculou, de cara, a gestão de Fernando Haddad, quando seu secretário de Transportes. Daí em diante, Haddad, o melhor quadro do PT, naufragou.

Assisto à propaganda eleitoral na TV, com tempo razoavelmente obeso (246 segundos), o PT poucas vezes nos deixa ver o rosto e ouvir a voz do sr. Jilmar. Como um Cafu 100% Jardim Irene, um partido 100% Lula. Desconhecia ele se ter candidatado a prefeito.

Ao PSOL (52 s) é difícil reservar poucos segundos para seus candidatos a vereadores. Com o apoio imediato do PT somaria 298 segundos, praticamente, cinco minutos.

Pois é, esquerda brasileira, mais uma vez entregaremos o rabicó.

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E entregar o rabicó em qualquer instância do Executivo é aumentar a miséria e a fome dos brasileiros.

No plano federal, enquanto a ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, promete mais recursos para a agricultura familiar, base da produção para o mercado interno, e apoiá-la para praticar uma agricultura sustentável, o chefe RIP, Regente Insano Primeiro, encaminha ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA/2021), reduzindo os recursos para a agricultura familiar, em relação a 2020, já considerados insuficientes neste ano.

Enquanto isso, as entidades ruralistas, à frente a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), pedem anistia para as dívidas com o FUNRURAL, Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural.

Pelo lado dos trabalhadores, representados pela Contag, ficamos sabendo o óbvio, só não reconhecido pela escória e os bichões escrotos que saíram do esgoto (ouvir Zeca Baleiro): “A agricultura familiar, um modo de produção sustentável, que garante 70% dos alimentos produzidos no Brasil, é responsável pela segurança alimentar do povo brasileiro tem sido tratada cada vez mais com descaso por este governo”.

No plano estadual, o governo pretende fechar 574 Casas da Agricultura e fechar 48 Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDR), mais da metade dos que existem. Não se iludam tratam, eufemisticamente, como ‘rearranjo’, ‘remanejamento’, ‘reestruturação’, o “siri e o cacete”, como compuseram João Bosco e Aldir Blanc. Mas, infelizmente, para o pequeno agricultor, trata-se mesmo de uma primeira etapa para a extinção.

Notem que tais situações se espalham também ao plano municipal em arredores fora dos guetos do luxo.

Em tantas décadas de agro Andanças Capitais posso afirmar a importância e a excelência das Casas da Agricultura. A descontinuidade das inoperantes vem da falta de recursos humanos. Ao contrário do fechamento, as atuais deveriam ser reforçadas e em certas regiões aumentadas.

Fonte: Carta Capital 



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