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Feirantes do centro de Maceió reclamam da alta no preço das mercadorias

Por Alagoas Brasil Noticias
Feirantes do centro de Maceió | Clariza Santos | Ailton Cruz | 15:14

Feirantes que comercializam nas Ruas Agerson Dantas e Ladislau Neto, conhecida como Rua das Árvores, ambas localizadas no centro de Maceió, reclamam na alta preços das frutas e verduras compradas na Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa), no bairro da Forene.

De acordo com os relatos dos comerciantes, a principal queixa é a instabilidade dos preços. “Vou à Ceasa, todos os dias, comprar meus produtos, e, todos os dias, os preços mudam. Algumas mercadorias estão muito mais caras, por exemplo, a cebola e a cenoura; o preço da batatinha também estava caro, mas, nos últimos dias, diminuiu um pouco”, comenta o ambulante Marcelo Silva, de 41 anos, que, há 17 anos, trabalha como feirante. Na opinião dele, a alta nos valor dos alimentos está diretamente relacionada com a pandemia da Covid-19, que, há quase um ano, vem abalando não apenas a rotina, como também, a economia do país.

Para a ambulante Raimunda dos Santos, que, antes, comercializava na Rua das Árvores, fala que os preços são abusivos. “Sinto que estou ficando no prejuízo. Pagamos muito caro para o fornecedor hoje, algumas coisas que eram baratas aumentaram muito. Se tratando das verduras, a única que está barata é o chuchu; de resto, tudo aumentou”, queixa-se a feirante, que, hoje, faz parte dos cerca de 180 feirantes que foram realocados. Os preços se mantêm instáveis e mudam constantemente.

“A batatinha está custando entre R$ 150 a R$ 160; já a cebola está de R$ 100 o saco”, diz Raimunda. Devido à elevação nos preços, alguns feirantes optaram por diminuir a compra dos produtos, como é o caso de Maria Silva: “o que eu mais vendo é cebola, mas, como ela está muito cara, estou comprando uma menor quantidade”.

Apesar do aumento, os feirantes não relatam dificuldades para manter os estoques.

Feirantes do centro de Maceió — Ailton Cruz

INSTABILIDADE

Os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis têm pesado, cada vez mais, no bolso do consumidor. Isso porque, além do álcool e da gasolina, sobem, também, produtos básicos, que dependem de transporte para chegar às lojas, como por exemplo, os alimentos. Nos postos, a gasolina está 5,8% mais cara desde a primeira semana do ano, vendida a R$ 4,833 na média, segundo pesquisa semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fonte: Gazeta Web 

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