Na manhã desta terça-feira (2), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em participação no podcast Primocast, que “o Brasil é um país com 200 milhões de trouxas sendo explorados”, ao referir-se ao tamanho do Estado e à desvalorização da classe média. Guedes defendeu a privatização de estatais, e afastou as críticas que vinha recebendo após a intervenção do Planalto na Petrobras.  

“O Estado empresário faliu, acabou. O Brasil foi um dos países que mais gastou com educação, mas a grana não chega. O Estado gasta muito e gasta mal”, afirmou o ministro.

Segundo ele, a principal via para diminuir a máquina pública e aumentar o caixa é a venda das grandes estatais do país. Além disso, o ministro defendeu as reformas, que, após a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Emergencial, devem ser pautadas no Congresso.

Quando perguntado sobre o desafio de pautar essa possível solução no Congresso, Guedes explicou que “a primeira dificuldade é que tem muita gente pendurada lá. Os lobbys são muito fortes das estatais. São os chamados ‘piratas privados’’’.

A medida provisória editada para privatização da Eletrobras recebeu, em 6 dias, 570 emendas, apontadas por deputados e senadores que querem alterar o texto do governo. Indício de que não será tão simples a desestatização das demais companhias.

Ele ainda afirmou que o Brasil segue no caminho certo, e que não corre o risco de tomar o rumo de alguns de seus vizinhos sul-americanos. “Para virar a Argentina, seis meses; para virar Venezuela, um ano e meio. Se fizer errado, vai rápido. Agora, quer virar Alemanha, Estados Unidos? [São necessários] dez, quinze anos na outra direção”, disse o ministro.

“Você prefere juro baixo, muito investimento, emprego, renda, Bolsa subindo, todo mundo ganhando, estourando champagne, um país da prosperidade, ou prefere ir para a Venezuela?”, acrescentou em outro momento.

O primocast é mediado pelo ‘Primo Rico’, o youtuber e investidor Thiago Nigro, que dá dica sobre o mercado financeiro. Na conversa, o ministro incentivou a participação de brasileiros na Bolsa de Valores e disse que o futuro do Brasil é liberal.