Anadia/AL

17 de outubro de 2021

Anadia/AL, 17 de outubro de 2021

Na ONU, Bolsonaro é atacado “por descaso perante a grave crise da pandemia no Brasil”

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 15 de março de 2021

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Valéria Maniero, correspondente da RFI na Suíça / Fundadora da Comissão Arns, Maria Hermínia Tavares de Almeida disse que Bolsonaro é responsável por devastadora tragédia humanitária no Brasil © Comissão Arns
A situação do Brasil é desesperadora. A Covid-19 está causando um enorme impacto em perdas de vidas e dificuldades econômicas. A doença atingiu desproporcionalmente a população negra e mais pobre, as comunidades indígenas e tradicionais. Viemos aqui hoje para denunciar as atitudes recorrentes do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia”, disse Maria Hermínia.

Segundo a fundadora da Comissão Arns, Bolsonaro “desdenha das recomendações dos cientistas” e “tem semeado descrédito em todas as medidas de proteção – como o uso de máscaras e distanciamento social”.

Maria Hermínia afirmou também que o presidente “promoveu o uso de drogas ineficazes; paralisou a capacidade de coordenação da autoridade federal de Saúde; descartou a importância das vacinas, riu dos temores e lágrimas das famílias”. Ela lembrou que Bolsonaro disse aos brasileiros para parar “de frescura e mimimi”.

“Todas as medidas econômicas e sanitárias atualmente em vigor devem-se a iniciativas do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal, dos governadores e prefeitos. É por isso que estamos aqui, hoje, para chamar a atenção deste Conselho e apontar a responsabilidade do presidente Bolsonaro em promover, por palavras e atos, uma devastadora tragédia humanitária, social e econômica no Brasil”, afirmou.

Outras denúncias

Não é a primeira vez que o presidente brasileiro é denunciado na ONU. Em julho de 2020, 66 organizações brasileiras de diferentes áreas se juntaram, criando uma declaração escrita conjunta a respeito da situação dos direitos humanos no Brasil.

A denúncia feita por organizações sociais  e movimentos populares brasileiros foi ampla: ia desde as questões de memória, verdade e justiça ao desmonte de políticas públicas e de participação. Também abordava questões de violência de gênero, desmonte da política ambiental, ataque e violência contra povos indígenas, racismo institucional e problemas de políticas públicas durante e antes da pandemia com comunidades quilombolas.

Fonte: RFI



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