E para garantir funcionalidade do município, o  secretário de Economia (Semec), João Felipe Borges, planeja divulgar nos próximos dias um pacote de ajuste fiscal para tentar “fechar a conta”. Confira a entrvista.

1.No atual momento tem se falado muito sobre incentivos para alguns setores da economia em crise por conta da pandemia. Na situação financeira atual de Maceió é possível visualizar a oferta desses benefícios?

O momento é difícil, de ajuste das contas. Atualmente o município tem um déficit mensal de 25 milhões na conta do tesouro. Apesar disso, estamos enviando à Câmara um projeto de lei que isenta metade do valor da taxa de localização para bares e restaurantes. É preciso ter muita responsabilidade ao abrir mão de receitas num momento de uma crise sanitária sem precedentes, mas estamos fazendo o dever de casa, fazendo a conta e tudo que está ao nosso alcance.

2. Antes da pandemia, Maceió já enfrentava uma situação financeira delicada com o problema causado pela Braskem. Já tem uma visão em números do prejuízo causado com a suspensão dos tributos municipais e quais medidas adotar para ressarcir o município?

Temos uma estimativa de um prejuízo tributário de 2,3 bilhões para os próximos 20 anos, somente por conta do desastre geográfico que a cidade está sendo acometida.

3.Qual a avaliação dos técnicos da Secretaria de Economia sobre o cenário econômico da capital em 2021?

O cenário é de um déficit de 25 milhões mensais, o que representa 300 milhões em um ano. Mas estamos nos próximos dias divulgaremos um pacote de ajuste fiscal, que tem por finalidade ajustar as contas do município.

4. Esses reflexos da pandemia e a necessidade de investimentos do município na área da saúde podem realocar alguns empenhos de recursos de outras áreas?

No ano passado a cidade recebeu, para ajuda no combate ao Covid19, R$ 161 milhões para serem aplicados entre saúde e assistência social, além de mais R$161 milhões de auxílio financeiro, ou seja, foram R$ 362 milhões recebidos do Governo Federal. Esse ano, até o início do mês de março, foram recebidos algo em torno de 2 milhões. Assim é necessário que aloquemos mais recursos de impostos na saúde. Atualmente aplicamos em saúde 50% a mais do que a Constituição Federal determina..

Sim, é uma tendência que haja remanejamento orçamentário, mas sempre dentro dos limites que a Lei Orçamentária nos permite.

Fonte: Cada Minuto