Home Alagoas Empatia: cliente faz pedido em Maceió e pede que lanche seja entregue a quem precisa

Empatia: cliente faz pedido em Maceió e pede que lanche seja entregue a quem precisa

Por Alagoas Brasil Noticias

TNH1 | Ana Carla Vieira | 14:44

As segundas à noite não são um dia dos mais animadores para quem trabalha em lanchonete e pizzaria. Especialmente em tempos da pandemia, que impõe restrições ao funcionamento dos estabelecimentos. Era justamente uma segunda-feira, dia 12 de abril, por volta das 21h, quando uma lanchonete de Maceió recebe um pedido via aplicativo de entregas. A equipe se pôs a postos para preparar o lanche e eis que, nas observações, vem a surpresa: “Esse pedido não é pra mim. Gentileza doar para alguém que precisa. Vamos ajudar quem está na rua passando fome”. 
 
Guila Gama, dono do estabelecimento, conta que foi chamado pelos funcionários para verificar aquela observação, até então inusitada no pedido. “Nós entramos em contato com o cliente por meio do chat, para saber se era aquilo mesmo, porque a gente recebe vários pedidos de pessoas pedindo para entregar a outras, como o namorado, um parente, um amigo… mas a gente não tinha recebido um pedido assim, sem direcionar pra alguém especificamente, não é muito usual”, não é muito usual”, conta o empresário.
 
“Depois que o cliente confirmou que o pedido era para ser entregue a alguém que precise, fizemos questão de preparar tudo e registrar a entrega. Chamei um motoboy da nossa confiança e pedi pra que ele saísse à procura de alguém nas ruas e que registrasse que aquele pedido tinha sido realmente entregue”, disse Guila. 
 
No chat, o cliente continuou: “É uma forma de contribuir com os negócios locais nessa pandemia e amenizar um pouco a fome dos que estão na rua”. A atitude comoveu ainda mais a equipe. “Nosso objetivo, a partir dali, era fazer essa entrega especial. Isso deu uma animada na equipe, que está fragilizada diante de toda a situação que enfrentamos”, desabafou o dono do estabelecimento.
 
Ele conta que, diante da pandemia, está tentando manter o negócio e todos os empregos. “Não demitimos nenhum funcionário, mas sentamos para conversar e precisamos fazer readequações. Como estamos só com delivery funcionando, os garçons tiveram que ser realocados para o atendimento por telefone e para a cozinha. Estamos fazendo de tudo para ‘se virar’ diante das dificuldades. Vivendo a expectativa de uma semana por vez”, relata Guila. 
 
Fonte: TNH1 
 

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