Colado à travessa, fica um prédio com varandas gourmets e apartamentos que passam de 1 milhão de reais em sites de classificados. “Condôminos influentes sempre reclamaram da revitalização da viela”, diz Flávio Barollo, do grupo que construiu o lago. Um dos motivos de discórdia seria uma torneira instalada perto do reservatório artificial, que passou a ser usada por pessoas em situação de rua.

No fim de março, árvores que tinham sido plantadas pelo grupo no trecho onde passa o muro do condomínio foram arrancadas — uma jabuticabeira, um urucum e uma amoreira. A Subprefeitura da Lapa diz que apenas “capinou” a rua, entre outras melhorias que executa no piso da via.

Encarregados dos reparos afirmam que as árvores foram cortadas pelo condomínio — o que não seria permitido. “Se dependesse dos moradores do prédio, a gente tiraria tudo, inclusive o lago”, diz um funcionário. Nos últimos dias, os ativistas deram o troco e replantaram um dos pés. “Há con – dôminos que têm contato com o subprefeito da Lapa (Caio Vinícius de Moura Luz) e dizem que vão ‘limpar tudo’ na travessa”, afirma Wellington Tibério, também ligado aos coletivos. Questionada, a subprefeitura informa que “não tem projetos de readequação do local”. Ou seja: por ora, o lago fica. O prédio não se manifestou.

Fonte: MSN / Estilo de Vida