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“De Lula a Bolsonaro, todas as cartas estão abertas para o capital”, diz Alysson Mascaro

Por Alagoas Brasil Noticias
 

Por – Alysson Mascaro Foto Divulgação 17:51

O jurista e professor, em entrevista à TV 247, avaliou que o grande capital ainda não decidiu definitivamente o candidato que apoiará em 2022. “Isso é altamente peculiar, porque o capital, que controla tudo, nem ele sabe quais são as cartas que ele vai usar ou que tem à manga para poder utilizar”.

247 – O jurista e professor da Universidade de São Paulo Alysson Mascaro, em entrevista à TV 247, analisou o quadro eleitoral que se desenha para 2022 com o ex-presidente Lula e Jair Bolsonaro. Para ele, uma “leitura científica” do momento mostra que o grande capital ainda não decidiu se permanecerá aliado a Bolsonaro ou se moverá na direção do petista.

“Estamos vivendo uma quadra da nossa reprodução social, da nossa sociabilidade, na qual as possibilidades extremas estão presentes ao mesmo tempo. Então, podemos tanto dizer que existem condições para que o Bolsonaro caia até o ano que vem, quanto existem condições para que ele vença a próxima eleição. Isso é altamente peculiar, porque o capital, que controla tudo, nem ele sabe quais são as cartas que ele vai usar ou que tem à manga para poder utilizar, de tal modo que, Bolsonaro desgastado, mas sem que caia, é uma carta possível. Lula, na beira de retomar uma espécie de resolução do problema agudo da crise de hoje, também é outra carta, que não se sabe se será utilizada ou não”, disse o jurista, que propôs aos telespectadores da TV 247 uma “leitura científica” do momento.

Alysson ainda comentou o episódio onde  interlocutores do governo federal  pressionaram a embaixada da Rússia  para impedir o encontro entre o ex-presidente Lula e o embaixador do país para tratar da liberação da vacina Sputnik V, negada pela Anvisa: “É como se portas de emergência estivessem destrancadas, mas ainda encostadas, fechadas, de tal modo que de Lula a Bolsonaro, todas as cartas estão na mesa para o capital e até agora nenhuma delas se revelou como a carta definitiva. Então, observamos por exemplo, como é que os passos que vão e voltam se dão, inclusive com o ex-presidente Lula. Eventualmente, ele ganha um poder de negociação muito imediato, mas, ato contínuo, vai lá o governo federal e, em comunicação com a Rússia, impede a reunião do embaixador com Lula. Ou seja, estamos no zigue-zague. Isso revela que todas as cartas estão na mesa, só que não sabemos ainda como que os jogadores principais se comportarão com essas cartas”.

Fonte Brasil 247

 

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