Anadia/AL

26 de julho de 2021

Anadia/AL, 26 de julho de 2021

Governo de SP culpa Anvisa por caso da variante indiana no estado; agência nega falhas

Por GyanCarlo

Em 27 de maio de 2021

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Homem chegou da Índia no Aeroporto Internacional de Guarulhos e passo por três cidades (Foto: Getty Images) | 09:26 

Para o governo de São Paulo, o caso do paciente diagnosticado com a variante indiana do coronavírus no Aeroporto Internacional de Guarulhos foi responsabilidade da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O homem chegou a fazer um exame RT-PCR quando ainda estava em Guarulhos, mas não esperou o resultado para embarcar para o Rio de Janeiro. Depois de chegar ao estado, ele teve o diagnóstico positivo. Na quarta-feira (26), o Adolfo Lutz confirmou que se trata de um caso da variante indiana.

Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde de São Paulo, responsabilizou a Anvisa pelo ocorrido. Ele relatou que o paciente já tinha sintomas da covid-19 e, por isso, não poderia ter sido autorizado a circular livremente pelo aeroporto. O homem é morador de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e circulou por três cidades, tendo contato com uma dezena de pessoas.

“Esse indivíduo não pode circular em áreas comuns, fazendo imigração, indo pegar mala com outros passageiros. Ele deve ser afastado, este teste [deve ser] realizado em local privado, para que, dessa forma, se vier positivo, todas as medidas de isolamento sejam realizadas”, declarou em entrevista à GloboNews.

Gorinchteyn colocou que a Anvisa é a responsável pelos aeroportos e, por isso, deve barrar viajantes com sintomas ou testes positivos. “Alguém que testa é alguém que merece ser e ter todos os cuidados de isolamento a serem tomados. Isso é uma prerrogativa de um ambiente que é gerenciado pela Anvisa. Portos e aeroportos, apesar de se localizarem nos estados, são de competência do governo federal, especificamente da Anvisa”, afirmou.

A Anvisa justifica que o homem apresentou um exame RT-PCR negativo, feito 72 horas antes do embarque, na Índia. Em nota, a agência afirma que o passageiro, além de outras 12 pessoas que estavam no mesmo voo, foram obrigados a apresentar o teste negativo para a covid-19. Os dados dos 13 passageiros foram enviados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, tanto nacionais quanto local.

“Tanto no preenchimento da Declaração de Saúde do Viajante (DSV) quanto no Termo de Controle Sanitário, o viajante assume compromisso de quarentena em solo nacional, por ele ser passageiro proveniente da Índia”, justificou a Anvisa. “Todos os requisitos migratórios foram cumpridos, o que autorizava a entrada do passageiro em questão no país.”

“A Anvisa foi informada do resultado positivo pelo laboratório privado, seguindo o fluxo de informações existentes para casos positivos, e informou as autoridades competentes para que monitorassem o viajante, o que é previsto no plano de contingência. Não há exigência de testes para embarques nacionais e não é competência da Anvisa o monitoramento de pessoas em trânsito entre estados e municípios”, finalizou.

Variante indiana pelo mundo

A variante indiana do coronavírus, a B.1.617, já foi oficialmente identificada em 49 países e 4 territórios. É o que mostra um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado nesta quarta-feira (26). Na semana passada, o boletim da OMS registrava 8 áreas a menos.

O Brasil está entre os países que já confirmou oficialmente que houve infecção com a variante no país.

Há, ainda, 7 locais em que a variante foi encontrada, mas as fontes são não oficiais. Isso elevaria o número para 60 territórios que já tem a cepa indiana do coronavírus. Entre essas estão China e Nova Zelândia, países referência no combate à covid-19.

Casos da variante indiana no Brasil

A Prefeitura de Juiz de Fora, em Minas Gerais, investiga o primeiro caso suspeito de infecção com a variante indiana do novo coronavírus, chamada de “B.1.617”. As informações foram reveladas nesta terça-feira (25).

De acordo com a Secretaria de Saúde do município, o paciente, que está internado e isolado na Santa Casa de Misericórdia da cidade, testou positivo para Covid-19 após voltar de uma viagem para a Índia.

Outros 4 estados têm casos suspeitos da variante indiana da Covid-19

Além de Minas Gerais, no Brasil, há pelo menos outros quatro estados investigando casos da nova cepa. No último dia 20, a Secretaria de Saúde do Maranhão confirmou os primeiros casos da variante indiana do coronavírus no Brasil. Os infectados com a chamada “B.1.617.2” são tripulantes do navio MV Shandong da Zhi, que veio da África do Sul e está ancorado no litoral do estado nordestino.

A pasta já havia informado que um indiano que estava na embarcação tinha sido hospitalizado e diagnosticado com Covid-19. Exames realizados nele e em outros cinco tripulantes confirmaram a contaminação pela variante da Índia — outros nove também testaram positivo, mas não foi possível determinar para qual variante.

Menos de uma semana depois, ao menos quatro outros estados monitoram casos suspeitos da nova cepa. Agora, são ao menos cinco que investigam a doença:

  • Maranhão
  • Pará
  • Ceará
  • Rio de Janeiro
  • Minas Gerais

Preocupação com a variante indiana

Por que a variante indiana preocupa e quais são os riscos?

Em coletiva de imprensa, o diretor-geral do Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen-MA), Lídio Gonçalves, explicou que a variante indiana detectada no Maranhão é a B.1.617.2, uma das variações da cepa identificada pela primeira vez em dezembro na Índia.

Segundo ele, a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificou como uma variante “de atenção”, o que significa que está relacionada com maior capacidade de transmissão. Mas ele ressaltou que todos os tripulantes do navio ancorado em São Luís estão isolados e não foi identificada transmissão local.

A variante indiana B.1.617 foi classificada pela OMS como uma “preocupação global” na semana passada. “O que há disponível de informação indica uma transmissibilidade acentuada”, disse Maria Van Kerkhove, uma das principais autoridades técnicas da OMS em Covid-19, em coletiva no dia 10.

Quais são os riscos da variante indiana?

A análise genética revelou que essa variação apresenta mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção.

Ou seja, tudo indica que esses “aprimoramentos” genéticos melhoram a capacidade de transmissão do vírus e permitem que ele consiga invadir nosso organismo com mais facilidade.

Vacinas funcionam contra a variante?

Segundo Gonçalves, os estudos preliminares mostram que as vacinas funcionam contra essa variante, mas ainda são necessários mais dados para se ter uma posição definitiva sobre a eficácia dos imunizantes contra a cepa indiana.

Quais cuidados devemos tomar?

O diretor do Lacen-MA explicou que a variante indiana segue “basicamente” o padrão das outras variantes de preocupação que existem, como a P1, que circula largamente no Brasil. As medidas centrais de proteção continuam sendo as mesmas.

O superintendente de Vigilância Sanitária do Maranhão, Edmilson Diniz, destacou a importância de se manter o uso de máscara, higienização das mãos, etiqueta respiratória, higienização de superfícies, distanciamento social e evitar aglomerações.

Fonte: Yahoo 

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