Anadia/AL

30 de julho de 2021

Anadia/AL, 30 de julho de 2021

Alagoas desperdiça o equivalente a 116 piscinas olímpicas de água potável por dia, diz estudo

Por GyanCarlo

Em 22 de junho de 2021

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Alagoas desperdiçou, em 2019, o equivalente a 116 piscinas olímpicas de água potável por dia em 2019. O dado consta em um estudo divulgado, nesta terça-feira (22), pelo Instituto Trata Brasil, que revelou, também, que o Nordeste é a região que apresenta o segundo pior índice de perdas de água do Brasil. Apesar da grande quantidade de água desperdiçada, Alagoas ainda aparece no ranking como um dos estado que menos tiveram perdas, com 29,81% da água potável total disponibilizada. A média nacional é de 39,2%.

Segundo o estudo, em relação ao índice de perdas por ligação, Alagoas teve um desperdício de 281,58 litros/dia de água potável. A Bahia, que perde o equivalente a 407 piscinas olímpicas diárias de água potável, e o Maranhão, com perda de 349 piscinas olímpicas, são os estados que mais desperdiçam água. Já o menor desperdício é da Paraíba, que perde, diariamente, o equivalente a 68 piscinas olímpicas.

Conforme o levantamento, um dos objetivos do estudo é apresentar o desempenho dos 100 municípios mais populosos do Brasil. Essas cidades abarcam cerca de 40% da população total do país. Dentre os municípios brasileiros apresentados, figuram 20 cidades da Região Nordeste.

Sendo assim, Maceió apresenta índice de perdas na distribuição de 51,19% e 629,29 litros/dia de desperdício. São Luís, capital do Maranhão, apresenta os piores índices entre as 20 cidades do Nordeste presentes no estudo. Os índices negativos estabelecem a capital entre os piores das 100 cidades em todos os indicadores de perdas de água.

Ao analisar as 100 maiores cidades do Brasil, o Índice de Perdas na Distribuição aponta desafios para diversos municípios. Entre as 10 cidades com piores índices no Brasil, três municípios são da região Nordeste: São Luís (MA), com 63,78%; Paulista (PE), com 60,11% e Recife (PE), com 57,92%. É possível analisar que entre os três municípios do Nordeste, dois desses são capitais nacionais.

Desperdício no Brasil

No Brasil, quase 40% (39,2%) de toda água potável captada não chega de forma oficial às residências do país, demonstrando a grande ineficiência na distribuição de água pelas regiões. Todo esse volume perdido, equivale a 7,5 mil piscinas olímpicas de água tratada desperdiçada diariamente ou sete vezes o volume do Sistema Cantareira – maior conjunto de reservatórios para abastecimento do Estado de São Paulo.

Portanto, esse volume seria mais que suficiente para levar água aos quase 35 milhões de brasileiros que até hoje não possuem acesso nem para lavar as mãos em plena pandemia. Além de atender a este enorme contingente de brasileiros, no que se refere ao impacto ambiental, o volume de água que poderia ser economizado da natureza, o que certamente ajudaria a manter mais cheios os rios e reservatórios espalhados pelo país.

Como é de conhecimento de todos, em várias localidades brasileiras estamos vivendo escassez de chuvas e, de acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a precipitação deste ano pode ser o menor dos últimos 91 anos colocando em risco os reservatórios de água para abastecimento, mas também os voltados à geração de energia elétrica.

A Região Nordeste possui o segundo pior Índice de Perdas de Água na Distribuição do país, ficando atrás apenas da Região Norte, evidenciando que essas Regiões devem enfrentar maiores desafios para reduzirem os índices. O Nordeste desperdiça 45,7% de toda água que é produzida, ou seja, a cada 100 litros produzidos, 45 não chega de forma oficial aos habitantes da Região.

O estudo conta com a parceria institucional da Asfamas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento) e com elaboração da consultoria GO Associados 2021 ano base 2019.

Fonte: Gazeta Web

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