Após 11 anos da morte do policial militar alagoano Abinoão Soares, o Conselho Especial de Justiça Militar condenou o tenente-coronel da Polícia Militar Dulcézio Barros Oliveira a seis anos de prisão. A morte do PM ocorreu  durante um treinamento em 2010.

Além disso, ele foi condenado à perda do cargo público. Na sessão de julgamento, o Conselho absolveu os outros três militares que eram acusados de participação no crime: Heverton Mourett de Oliveira, Ricardo Tomas da Silva e Hildebrando Ribeiro Amorim.

O soldado Abinoão Soares morreu em 2010 durante treinamento da Polícia Militar de Mato Grosso no Lago de Manso. Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), todos os militares responderam pelos crimes de tortura seguida de morte e tortura qualificada. Isso porque além de Abinoão, cerca de 19 soldados foram vítimas dessa prática, no entanto apenas ele acabou morrendo dura.

Em 2016, a Corregedoria da Polícia Militar em Mato Grosso mandou prender administrativamente 11 policiais, sendo seis oficiais e cinco praças, pela morte do soldado. Em 2017, o Governo do Estado foi condenado a pagar indenização de R$ 210 mil para a viúva e os dois filhos do policial militar.

Além disso, o estado ainda deverá pagar à família indenização de pensão por morte no valor de R$ 1.818,56 (salário que o PM recebia, à época), valor que será dividido entre a viúva e os filhos. A companheira deverá receber o valor até a data em que o marido completaria 65 anos e os dois filhos, até completarem 24 anos cada um.

Fonte: Cada Minuto