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9 de dezembro de 2021

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Anadia/AL, 9 de dezembro de 2021

Haiti: a indústria de mercenários colombianos que pode estar por trás do assassinato do presidente Jovenel Moïse

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 10 de julho de 2021

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A polícia haitiana mostrou para a imprensa os homens que foram presos pela suspeita do assassinato do presidente Jovenel Moïse – Foto: Reprodução/Web – 17:44

Militares colombianos aposentados, que falam inglês e têm treinamento em armamentos sofisticados, inteligência e operações internacionais. Muitos deles integravam unidades de contra-guerrilha, em parte financiadas pelos Estados Unidos.

O presidente foi assassinado em sua residência durante a madrugada do dia 7 de julho. Ele levou 12 tiros, um deles na cabeça. Também há indícios que Moïse foi torturado.

Ele chegou a ficar trancado em casa durante meses, em meio a uma crise política que cada vez mais diminuía sua legitimidade e aumentava as vozes que pediam sua renúncia.

Até agora, não se sabe quem pagou os mercenários colombianos para matar o presidente haitiano.

Nas horas que se seguiram ao assassinato, que ganhou um caráter internacional, começaram a surgir os primeiros detalhes sobre os ex-militares que supostamente executaram o plano.

E há algumas características que revelam um aspecto essencial da guerra que assolou a Colômbia nas últimas décadas: o surgimento de uma indústria de mercenários que emergiu após as operações de combate ao narcotráfico e ao terrorismo, muitas delas financiadas pelos Estados Unidos.
Esses grupos estiveram envolvidos em diversos conflitos internacionais e são requisitados por causa de suas habilidades militares e dos valores relativamente baixos cobrados pelos serviços que prestam.

Quem matou o presidente?

Na manhã de sexta-feira (09/07), a imprensa colombiana divulgou aos poucos os nomes, as trajetórias e as fotos dos militares aposentados que parecem estar envolvidos no assassinato.

Em sua maioria, eles têm cerca de 40 anos, eram soldados e, como não foram promovidos na carreira militar, se aposentaram ainda jovens, há cerca de dois ou três anos.

A esposa de Eladio Uribe, que aparentemente está detido no Haiti, disse à W Radio que o ex-militar foi um soldado profissional durante 20 anos e recebeu várias honrarias antes de se reformar em 2019.

E ele estava na República Dominicana, contratado por uma suposta empresa de segurança que pagava 3 mil dólares (R$ 15 mil) por mês, de acordo com o depoimento de sua esposa. “Não lhes foi dito exatamente para onde seriam levados. Era uma oportunidade de trabalhar com uma agência para cuidar de famílias de xeiques”, disse.

A mídia colombiana também destacou o caso de Manuel Antonio Grosso, paraquedista e membro de forças especiais antiguerrilha, que postou fotos na República Dominicana há uma semana. Tudo indica que ele cruzou a fronteira com o Haiti um dia antes do assassinato de Moïse.

Segundo a polícia haitiana, os suspeitos são de origem colombiana - AFP / BBC News Brasil - AFP / BBC News Brasil
Segundo a polícia haitiana, os suspeitos são de origem colombiana

Fonte: Uol Notícias



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