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8 de dezembro de 2021

RÁDIO ABN NEWS

Anadia/AL, 8 de dezembro de 2021

Festa de socialite nos Jardins tem revolta contra blitz: ‘Vai pra favela’

Por GyanCarlo

Em 11 de julho de 2021

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Forças de segurança em conjunto com a Vigilância Sanitária encerraram na madrugada de hoje festas clandestinas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os eventos privados —que infringem restrições sanitárias— reuniram centenas de pessoas sem máscaras em meio à pandemia da covid-19.

Com ingressos de até R$ 1.600, uma festa de socialites nos Jardins, bairro nobre da capital paulista, foi interrompida pela força-tarefa —uma frequentadora reagiu à blitz. O evento, realizado em um escritório de advocacia, reuniu cerca de 500 pessoas —segundo informou o governo de SP— e contou com um show da dupla sertaneja Matheus e Kauan.

Ao chegarem ao local, integrantes da blitz —composta por integrantes das forças de segurança do estado, Procon e Vigilância Sanitária— foram hostilizados e seguranças tentaram impedir a entrada deles.

Em vídeo publicado no Twitter pelo deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), que acompanhou a blitz, uma frequentadora da festa que não usava máscara proferiu xingamentos contra os agentes e, exaltada, afirmou repetidas vezes: “Vai pra favela”.

Em sua conta no Instagram, a advogada Liziane Gutierrez admitiu que “errou”, afirmou que “em breve” comentará o assunto e criticou o parlamentar. “Senhor Alexandre Frota, antes de apontar erros alheios, olhe para os seus”, disse ela.

“A gente precisa entender que estamos atravessando uma pandemia e parece que ninguém, nem a alta sociedade, nem a periferia, se importa com isso”, afirmou Frota, também nas redes sociais. 

A festa clandestina aconteceu no escritório do advogado Adib Abdouni, no Jardim Paulista. Abdouni aparece sem máscara no evento em vídeos divulgados nas redes sociais. O UOL tentou contato por e-mail e telefones no site do escritório, mas ainda não obteve retorno.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a responsável pelo local —cujo nome não foi divulgado— foi levada a uma delegacia após ser autuada por “medida sanitária preventiva” (a pena vai de um mês a um ano de prisão).

A dupla Matheus e Kauan afirmou, em comunicado à imprensa, que fora contratada para uma “pequena confraternização entre familiares e amigos” e que o contrato fora descumprido.

“No ato da contratação foi afirmado pelo contratante que seriam seguidos todos os decretos que regulam concentração de pessoas, adotando protocolos de segurança e que não haveria venda de ingressos. O departamento jurídico que assessora os artistas adotará as medidas cabíveis relativo ao descumprimento do contrato”, diz o comunicado.

A blitz chegou à festa após receber mais de cem denúncias sobre o evento. Vídeos mostram que os frequentadores da festa não utilizavam máscara de proteção individual.

“Um local que tinha que dar exemplo de não fazer festa, infelizmente promove um evento desse tipo com quase 500 pessoas sem máscaras. Temos que ter consciência do que está acontecendo em São Paulo e no Brasil inteiro. Isso é um mau exemplo”, disse o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, diretor do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas).

Aglomerações no Rio e interior de SP Na zona sul da capital paulista, outra festa, de 400 pessoas, foi interrompida. A aglomeração aconteceu no bairro de Americanópolis.

Segundo o governo paulista, outras 84 inspeções ocorreram em Campos de Jordão, onde o fluxo de visitantes cresceu em razão da temporada turística. Os eventos feriram o toque de recolher adotado pelo governo.

Em Campinas, também no interior de São Paulo, a operação Aglomeração Zero interrompeu as atividades de sete estabelecimentos comerciais que promoviam aglomeração.

Já em Sorocaba, uma festa de 500 pessoas, que acontecia na zona rural do município, foi cancelada e mais de 130 veículos que estacionavam de maneira irregular foram multados.

Em Araraquara, uma festa com 80 pessoas foi interrompida, e o aniversariante de 22 anos foi autuado.

Cerca de mil pessoas também foram flagradas em aglomerações na cidade de São Vicente, no litoral sul de São Paulo. As festas ocorreram nos bairros Parque São Vicente, Vila Margarida, Náutica 2 e Beira-Mar. Durante a abordagem, um MC popular na região tentou deixar um dos eventos pelos fundos.

Na cidade do Rio de Janeiro, um evento com 150 pessoas no bairro da Taquara, zona oeste, foi cancelado pela Secretaria de Ordem Pública após denúncias recebidas pela prefeitura.

Já na estrada do Guandu do Sapê, em Campo Grande, também na zona oeste carioca, uma força-tarefa impediu uma aglomeração em um bar sem alvará de funcionamento e licenciamento sanitário. Segundo informou a secretaria, o local foi interditado pela Vigilância Sanitária.

Fonte: Uol / Cotidiano 

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