Anadia/AL

27 de novembro de 2021

Anadia/AL, 27 de novembro de 2021

“Forças Armadas brasileiras não embarcariam em qualquer tipo de aventura antidemocrática”, diz Rebelo

Por GyanCarlo

Em 12 de julho de 2021

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Agência Brasil / Aldo Rebelo é nomeado para o Conselho do BNDES | 07:55

Aldo Rebelo é nomeado para o Conselho do BNDES
Com sua a proximidade com o meio militar, o alagoano Aldo Rebelo, afirmou que “não tenho nenhum motivo para acreditar que as Forças Armadas brasileiras embarcariam em qualquer tipo de aventura antidemocrática”.

Rebele foi ministro da Defesa entre os anos de 2015 e 2016, mas manteve alguns laços com os militares. Ele assegura que a quando a sociedade enfrenta dificuldades, sempre ver as Forças Armadas como parte da solução, não do problema.

“Infelizmente, os últimos episódios colocaram as Forças Armadas no limite entre ser a solução e o problema”, assegurou ele. Ele enumera os episódios. Os seguidos atos do presidente em frente a quartéis procurando estimular a quebra da disciplina e da hierarquia. A demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, dos comandantes das Forças Armadas sem que houvesse qualquer motivo aparente ou problema de disciplina.

A presença de um general da ativa, Eduardo Pazuello, em um palanque político eleitoral sem que, por pressão do presidente, houvesse qualquer punição a ele. E agora a nota do Ministério da Defesa, também aparentemente estimulada pelo presidente, em reação a uma suposta ofensa do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) às Forças Armadas.

Seguida da ameaça do comandante da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista Junior, em entrevista ao jornal O Globo, de que a nota é “um alerta” de que as Forças Armadas não vão aceitar a ultrapassagem de certos limites.

“Tudo isso é muito ruim para o país”, conclui Aldo. “Cava um fosso entre a expectativa das Forças Armadas como parte da solução dos nossos dilemas e parte do conflito”, considera. Para o ex-ministro da Defesa, tudo isso vai gerando um aumento do clima de tensão. Ataques provocam reações que também soam como ataques, que levam a outras reações. “Por outro lado, faz com que alguns reajam também ofendendo e agredindo as Forças Armadas, levando a um risco de fragilização. Ruim para as Forças Armadas, ruim para o Brasil. Evidentemente, ninguém pode achar que esse seja um caminho construtivo”.

Fonte: Brasil 247 

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