Anadia/AL

28 de julho de 2021

Anadia/AL, 28 de julho de 2021

Fux rejeita pedido de diretora da Precisa para não ser obrigada a comparecer à CPI

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 12 de julho de 2021

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luizfuxstf

Foto: G1 – 19:16
O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta segunda-feira (12) o pedido de Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos, para que ela não fosse obrigada a comparecer à CPI da Covid.

O depoimento de Emanuela Medrades está marcado para esta terça-feira (13). A Precisa Medicamentos entrou na mira da CPI por ter intermediado as negociações do governo federal para aquisição da Covaxin, vacina contra a Covid-19 produzida por um laboratório na Índia.

O pedido está sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, mas coube a Luiz Fux analisar a questão porque, pelas regras internas do STF, casos urgentes durante o recesso do tribunal ficam a cargo do presidente.

Na decisão, Fux também:

  • reconheceu o direito da diretora de não produzir provas contra si;
  • decidiu que Emanuela tem que atender à convocação dos senadores e falar o que sabe sobre terceiros.

A Covaxin é a vacina mais cara negociada pelo governo até agora, e a Precisa não tem vínculo com a indústria de vacinas. Segundo Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro foi alertado sobre pressões internas para que o imunizante fosse comprado.

A convocação de Emanuela Medrades foi aprovada de um requerimento apresentado pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Os parlamentares argumentaram que a diretora da Precisa é uma das responsáveis pela negociação de aquisição da vacina.

Ministro Luiz Fux, presidente do STF — Foto: Nelson Jr./SCO/STFMinistro Luiz Fux, presidente do STF — Foto: Nelson Jr./SCO/STF

A decisão de Fux

Ao analisar o caso, o ministro Luiz Fux afirmou que a CPI busca “descortinar o exato teor das denúncias” envolvendo a aquisição da Covaxin.

Pela decisão do ministro, Emanuela Medrades poderá:

  • permanecer em silêncio sobre o conteúdo das perguntas formuladas;
  • não ser obrigada a assinar termo de compromisso de dizer a verdade, uma vez que os fatos indicam que será ouvida na condição de investigada;
  • ser assistida por advogado e se comunicar;
  • garantir o direito contra a autoincriminação.

Ainda na decisão, Fux escreveu que a diretora da Precisa não pode ser submetida a “qualquer medida privativa de liberdade ou restritiva de direitos em razão do exercício dessas prerrogativas constitucionais”.

O que a defesa argumentou

Os advogados pediram que a presença da diretora à CPI não fosse obrigatória e que, se ela decidir comparecer, possa ficar em silêncio e não seja submetida ao compromisso de dizer a verdade.

A defesa afirma que Medrades é investigada pela CPI e ainda pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, que apuram o contrato que motivou a sua convocação para prestar depoimento.

O pedido ao STF defendeu que a diretora deve ter respeitado o seu direito ao silêncio e de não produzir provas contra si mesmo, que são assegurados qualquer investigado.

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