Anadia/AL

27 de novembro de 2021

Anadia/AL, 27 de novembro de 2021

Racistas serão proibidos de entrar nos estádios da Inglaterra, promete Boris Johnson

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 14 de julho de 2021

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Após ataques racistas contra jogadores ingleses, Boris Johnson apresenta proposta para proibir torcedores condenados por racismo de entrarem nos estádios da Inglaterra AFP – JUSTIN TALLIS – 15:34
A proposta do chefe de governo é uma resposta à avalanche de ataques racistas aos jogadores negros da Inglaterra após a final da Eurocopa, quando a seleção inglesa perdeu o campeonato nos pênaltis para a Itália.

Desde o último domingo (11), os três jogadores negros, Marcus Rashford, Jadon Sancho e Bukayo Saka, têm sido alvo de ofensas de cunho racista e mensagens de ódio. 

“O que estamos fazendo hoje é tomar medidas práticas para garantir que o regime de proibição do futebol seja alterado, de modo que se você for condenado por racismo online contra jogadores de futebol, então você não irá ao jogo”, afirmou Johnson ao apresentar a proposta aos deputados.
Em 1989, ordens de proibição foram criadas na Inglaterra para impedir que hooligans pudessem assistir a jogos no país ou no exterior.  As restrições são administradas pela Autoridade de Ordens de Proibição de Futebol. A proposta de Victoria Atkins, responsável pela unidade administrativa, é de trabalhar ao lado dos clubes de futebol para identificar os torcedores racistas e aplicar as restrições.
Banir o racismo dos estádios

O governo inglês está sob pressão popular para tomar atitudes contra o racismo no país. Em pouco mais de dois dias, mais de um milhão de pessoas assinaram uma petição que pede a proibição vitalícia da entrada em estádios de pessoas responsáveis por atos racistas, presencialmente ou online.

O texto, dirigido ao governo inglês e à Associação de Futebol do país, define o grupo como uma torcida multirracial que “finalmente se sente representada por esta equipe da Inglaterra antirracista e inclusiva”.

Durante o campeonato europeu, jogadores da seleção inglesa se ajoelharam no início da partida para se manifestar contra o racismo. O ato foi alvo de vaias e ataques dentro dos estádios, e Johnson não saiu, na época, em defesa dos jogadores.

A pressão contra o governo só aumentou com os ataques após a derrota na final. 

Ódio nas redes sociais

Na terça-feira (13), Johnson se reuniu com representantes das principais empresas de mídia social para discutir o problema.

“A menos que eles tirem o ódio e o racismo de suas plataformas, receberão multas no valor de 10% de suas receitas globais, e todos nós sabemos que eles têm a tecnologia para fazer isso”, disse Johnson, referindo-se ao projeto de lei sobre o ódio online proposto pelo governo.

A oposição, no entanto, considera que o movimento do primeiro-ministro inglês chega tarde.

“É vergonhoso que tenha sido preciso chegar até ontem à noite para que o primeiro-ministro se reunisse com as principais empresas de mídia social”, disse o líder do Partido Nacional Escocês no parlamento do Reino Unido, Ian Blackford.

Fonte: RFI



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