Anadia/AL

28 de julho de 2021

Anadia/AL, 28 de julho de 2021

Pai de Kathlen responsabiliza a política de segurança pela morte da filha: ‘Não foi confronto’

Por GyanCarlo

Em 15 de julho de 2021

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Parentes da jovem acompanharam a ação ontem. A avó passou mal Foto: Hermes de Paula / Hermes de Paula | Marcos Nunes e Rafael Nascimento de Souza | 08:41
Policiais da Delegacia de Homicídios da Capital realizaram, ontem, a reprodução simulada da morte da designer de interiores Kathlen Romeu, de 24 anos. Ela estava grávida e foi morta por uma bala perdida, no dia 8 de junho, no Lins de Vasconcelos. Na ocasião, policiais militares faziam uma operação na comunidade do Lins. Em uma rede social, o pai de Kathlen, Luciano Gonçalvez, divulgou a realização da reprodução simulada e responsabilizou a política de segurança pela morte da filha. “Não foi confronto. Responsabilizamos o governo de Cláudio Castro e sua política de segurança pública pelo assassinato de Kathlen de Oliveira Romeu”. Procurado, o governo do estado ainda não se manifestou sobre a crítica.

Rodrigo Mondego, representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ, disse, logo após o término do procedimento, que a versão apresentada por PMs dando conta de que o tiro partiu de bandidos, e não de um beco onde os militares estavam, é incompatível com o apurado pelos policiais durante a realização da perícia.

— A gente confia no trabalho da Polícia Civil e da Delegacia de Homicídios. A partir do que eles viram, vão conseguir confirmar a versão da avó e da família da Kathelen, diferente da dos PMs —diz u o procurador da OAB-RJ.

Segundo a família da designer, o tiro que matou a jovem veio do Beco 14, que fica em frente ao ponto onde a jovem caiu. Grávida de quatro meses, ele estava com a avó Sayonara de Fátima, a caminho da casa de uma tia onde iria entregar uma quentinha, quando foi atingida. A reprodução simulada foi feita justamente para verificar o conflito de versões para o caso. A família da jovem acompanhou a ação.

— Viemos mostrar que queremos uma solução para o caso. Emociona muito voltar ao local onde a Kathlen foi baleada. A avó dela passou mal ao lembrar tudo que aconteceu — disse o viúvo, o tatuador Marcelo Ramos, de 26 anos.

A perícia durou cerca de três horas. Além de Sayonara, pelo menos seis PMs que estavam na operação que resultou na morte de Kathelen participaram. Dois deles, ao prestar depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital, admitiram ter feito disparos. Ao todo, 12 PMs participaram da operação. Vinte e uma armas foram apreendidas pela Polícia Civil.

Moradores e amigos de Kathelen também acompanharam o trabalho da polícia, pintaram uma cruz vermelha em um muro de uma igreja com o nome da jovem e colocaram um banner com a foto dela a poucos metros de onde foi atingida. A Polícia Militar informou que “o procedimento apuratório interno referente ao caso citado está em andamento”. Paralelamente, segundo a PM, “há a investigação da Polícia Civil”. O texto prossegue: “As armas utilizadas pela equipe foram apresentadas às autoridades investigativas, e os policiais militares estão afastados do serviço nas ruas”.

Fonte: Extra 

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