Anadia/AL

29 de julho de 2021

Anadia/AL, 29 de julho de 2021

General mentiu à CPI e será convocado à depor, diz relator

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 17 de julho de 2021

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Por Roberto  Villanova – Foto: Jornal da cidade Online – 10:17
Um vídeo gravado no Ministério da Saúde, no dia 11 de março passado, desmentiu o general Eduardo Pazuello, que em depoimento na CPI da Pandemia disse que não tratava da compra de vacinas para o combate ao Covid.

– Isso não era da minha atribuição, como ministro -, respondeu o general à pergunta do senador Renan Calheiros, relator da CPI, sobre o seu envolvimento nas tratativas para compra de vacinas. O general será convocado a depor novamente.

O que o general não sabia era que a CPI já estava de posse do vídeo que o desmentia. Talvez até o general soubesse, e por isso chegou a passar mal, interrompendo o seu depoimento, ao ser informado da possibilidade de alguém ter gravado a conversa.
Pazuello recebeu os representantes da empresa World Brands, fora da agenda, para tratar da compra de 30 milhões de doses da vacina CoronaVac, com preço superfaturado, pagando três vezes o valor da dose negociada com o Instituto Butantan, que fechou o negócio diretamente com o produtor, ou seja, sem intermediário.

No mar de lama onde chafurdam servidores graduados do Ministério da Saúde, e que veio à tona graças à denúncia do servidor Ricardo Miranda, constam ainda os nomes de sete coronéis, um major e um sargento – que são militares do Exército e da Aeronáutica, atuando no Ministério da Saúde.

Quem entregou os nomes dos militares foi o representante comercial Cristiano Carvalho, que negociou a venda de vacina pela empresa Davati Medical Supply, sob recomendação do coronel Guerra, da Aeronáutica, e atualmente servindo na embaixada brasileira nos Estados Unidos.

A relação dos militares denunciados nessas negociações para compra de vacinas, e entregue à CPI, é a seguinte: coronéis Marcelo Blanco, Pires, Guerra, Odilon, Hélcio, Boechat e Écio Franco; major Handerson e sargento Roberto Dias.

E ainda tem, correndo por fora, o cabo da PM de Minas Gerais, Dominguetti, que a  CPI ainda apura o seu envolvimento no esquema, juntamente com um coronel. O cerco que a CPI está fechando explica a reação destemperada de setores do governo e, também, o próprio silêncio do presidente Jair Bolsonaro, que até agora não rebateu a acusação dos irmãos Miranda.

O Congresso Nacional entrou de recesso até o dia 3 de agosto que vem, mas a CPI permanece analisando os documentos que recebeu, e terá mais noventa dias para investigar.

Fonte Blog do Bob


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