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9 de dezembro de 2021

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Anadia/AL, 9 de dezembro de 2021

Sementes chegam atrasadas e reforma agrária emperra em Alagoas

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 18 de julho de 2021

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Por Arnaldo Ferreira – Sementes chegam atrasadas e reforma agrária emperra em Alagoas 📷 Márcio Ferreira

A maioria dos 10 movimentos dos trabalhadores rurais sem terra reivindica, desde o ano passado, para 20 mil famílias acampados, a adoção do Plano Emergencial que prevê a aquisição da produção de agricultura familiar camponesa pelas secretarias de Estado da Educação e da Saúde, distribuição de sementes, as terras de usinas falidas para a reforma agrária.

Os técnicos da Agricultura afirmam que as sementes foram distribuídas dentro do período da quadra chuvosa. Terras A reforma Agrária emperrou. Por conta da recessão provocada pela pandemia do coronavírus, o número de sem terras aumentou de 15 mil para 20 mil famílias, revelou o coordenador da Frente Nacional de Luta, Marcos Antônio da Silva “Marrom”.

A maioria vive acampada, esperando o projeto de reforma agrária do governo estadual que em 2015 prometeu adquirir terras de usinas falidas, com o objetivo de criar polos de produção rural. Até agora, este projeto não saiu do papel, disse o líder da FNL. No plano federal, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária afirma que a curto prazo não há previsão de aquisição de terras para reforma agrária no País.

Os técnicos da autarquia informam que o projeto, no momento, é a regularização fundiária nos assentamentos. Melhorar as condições de produção, de infraestrutura e emitir títulos definitivos aos colonos, são os objetivos. As terras regularizadas continuam impedidas de comercialização por prazo determinado.

Segundo ela, “o governo Bolsonaro promoveu o maior desmonte de políticas públicas para a agricultura familiar”. Com relação às sementes, Débora confirmou que chegaram para famílias do MST cadastradas. Cada família recebeu 20 kg de sementes de milho, feijão de corda e feijão de arranca. Como historicamente as sementes sempre chegaram atrasadas, o MST evitou as sementes por mais de 10 anos. “Este ano, voltamos a pegar”.

O MST discute com o governo estadual a necessidade de fomentar a produção de sementes pelos próprios agricultores, para garantir práticas tradicionais e a preservação de variedade de sementes crioulas de forma cooperada.

“Nossa proposta é que gradativamente o recurso investido na compra das sementes possa se transformar em investimentos para a produção de sementes aqui em nosso estado pelos próprios agricultores”.

Depois de dois anos de cobrança por sementes e assistência técnica rural da Secretaria de Estado da Agricultura, a maioria dos movimentos agrários comemora a distribuição das sementes de milho, feijão, sorgo e algodão, de boa qualidade, afirmam fontes da Seagri e confirmam as lideranças agrárias e dos assentamentos da agricultura familiar.

Porém, em diversas áreas chegaram depois da segunda quinzena de junho, ou seja, fora da melhor época de plantio, lamentou o Coordenador da FNL, Marco Antônio “Marrom” da Silva. As sementes eram esperadas para os meses de março e abril, início da preparação da terra e da tradicional quadra chuvosa.

“Graças a Deus ainda chove em todo o estado. A terra está boa para o plantio. Mas, a gente já deveria estar colhendo”, disse o agricultor de Campo Alegre, José Apolinário dos Santos, que planta feijão, milho e outras culturas de subsistência.

O coordenador Marrom, revelou o clima de “frustração”, por conta da política agrária no estado. Segundo Marrom, a maior quantidade de famílias acampadas está na zona da mata.

Os agricultores masculinos e femininos familiares, movimentos agrários, em iniciativas autônomas, distribuem a produção em feiras improvisadas nas cidades, em bairros e condomínios da capital. Eles cobram que a Secretaria de Estado da Educação, compre a produção da agricultura familiar e dos movimentos agrários. O agricultor Cícero da Silva, da Branquinha, confirma que a produção é comercializada em feiras livres e em bairros de Maceió.

“Se as escolas de Alagoas comprassem a nossa produção ajudaria muito”. CPT A Comissão Pastoral da Terra e os outros movimentos agrários se reuniram diversas vezes com o primeiro secretário de Educação, o ex- vice-governador e hoje prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (MDB), na tentativa de convencê-lo a comprar a produção da agricultura familiar. A pasta está no quarto secretário de Educação, [o atual é Rafael Brito] e até o momento “não tem definição de comprar a produção da agricultura familiar”, lamentam as lideranças agrárias, entre elas, o coordenador da CPT, Carlos Lima.

As famílias estão lá produzindo, envelhecendo, convivendo com a insegurança jurídica e sem incentivos”, lamentou Carlos Lima que mantém a cobrança de que o novo secretário de Educação, Rafael Brito, compre a produção da agricultura familiar. O governo estadual liberou recursos da ordem de R $40 milhões para a Educação redistribuir para a retomada das aulas dos 175 mil alunos nas 310 escolas da rede pública estadual nos 102 municípios. Há expectativa que parte deste dinheiro seja empregado na aquisição de alimentos para a merenda escolar com produtos da agricultura familiar.

Fonte: Gazeta Web

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