Anadia/AL

23 de setembro de 2021

Anadia/AL, 23 de setembro de 2021

Funcionários dos Correios realizam ato contra privatização da estatal

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 29 de julho de 2021

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(Foto: Edilson Omena)

De acordo com presidente do Sintect/AL, Alysson Guerreiro, objetivo é alertar população sobre os riscos que terão caso o PL 591 seja aprovado


Dezenas de funcionários dos Correios em Alagoas realizaram um ato na manhã desta quinta-feira (29), na Praça Sete Coqueiros, no bairro de Pajuçara, em Maceió, contra a privatização da empresa. A manifestação pacífica teve participação de vários trabalhadores dos Correios do Brasil.

De acordo com Alysson Guerreiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (Sintect/AL), o objetivo é alertar a população sobre os prejuízos que o Projeto de Lei (PL) 591 trará para os brasileiros. “Serão mais de 100 mil trabalhadores demitidos com a privatização. Além disso, serviço como entrega de materiais didáticos para escolas, medicamentos e outros que são realizados atualmente pelos Correios não serão mais feitos prejudicando a toda sociedade, principalmente aquelas das cidades do interior dos estados brasileiros’’, ressalta.

Além disso, o representante do Sintect esclarece que se for privatizado, a empresa visará apenas o lucro deixando a população desassistida. “Nossa meta é tentar barrar o PL e pedir apoio à população mostrando que vários serviços deixarão de existir – se privatizar os riscos para todos serão irreparáveis. Como empresa pública, os Correios chegam em todas as localidades do país. São 5.570 municípios atendidos pelos Correios e, muitas vezes, nossos concorrentes postam suas encomendas nos Correios se atenda à demanda deles. Quem comprar o Correios não vai querer estar em todos os locais, até porque há cidades em que não haverá lucro”, completa Alysson Guerreiro.

‘’Não dá para falar que os Correios não estão rendendo, e por isso deve ser privatizado. O lucro ano passado foi de R$ 1 bilhão que deveria ter sido usado para melhorar a estrutura de funcionamento. Atualmente são 89 mil funcionários da estatal, mas deveria ser no mínimo 100 mil para um serviço de melhor qualidade – ou seja, esse dinheiro poderia acabar com esse déficit de 11 mil’’, pontua Guerreiro.

Alysson Guerreiro, presidente do Sintect/AL (Foto: Edilson Omena)

Participam do ato vários movimentos sociais e entidades sindicais como a Central única dos Trabalhadores (CUT/AL). Representantes de sindicatos de profissionais dos Correios de oito estados estiveram presentes na manifestação que aconteceu na Praça Sete Coqueiros, na Pajuçara em frente ao prédio que mora o deputado federal, Arthur Lira (PP) – presidente da Câmara dos Deputados.

“Temos que continuar lutando pelo direito do povo, pelos os trabalhadores e contra o desgoverno que a todo custo tentar prejudicar os trabalhadores brasileiros, nosso movimento é de luta e resistência’’, disse Rilda Correia, presidente da Cut/AL.

PL 591/21

O PL 591/2021 foi entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a Arthur Lira (PP) – presidente da Câmara dos Deputados – em fevereiro deste ano.

Segundo a Agência Câmara, pela proposta, a União manterá para si uma parte dos serviços, chamada na proposta de “serviço postal universal”. No caso, encomendas simples, cartas e telegramas. “O motivo, segundo o governo, é que a Constituição obriga a União a ter serviço postal e correio aéreo nacional”.

“O serviço postal universal poderá ser prestado pelos Correios, transformado em sociedade anônima com o nome de Correios do Brasil S.A., ou por empresa privada que receber a concessão. O novo operador (Correios ou concessionário) será obrigado a praticar a modicidade de preços e cumprir metas de universalização e de qualidade definidas pelo governo dentro da política postal brasileira. A proposta abre a possibilidade de haver mais de um operador por região. O projeto também estabelece que a Anatel será a reguladora do mercado de serviços postais no Brasil”, diz o portal da Câmara dos Deputados.

Fonte: Tribuna Hoje

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