Na publicação, Eduardo Bolsonaro não mencionou eleições ou alegadas fraudes, jamais comprovadas pelas autoridades dos EUA — ali, disse estar ao lado “dos que não se curvam ao politicamente correto” e que “lutam contra regimes autoritários, evitando assim novas guerras”, e pregou a posse de armas, liberdade religiosa e a defesa da família.

Eduardo, que já foi sondado para ocupar a embaixada em Washington, uma indicação que foi derrubada antes mesmo de ser analisada pelo Senado, ainda disse ter convidado Trump para ir ao Brasil em um futuro próximo, mencionando uma conferência conservadora frequentada pelo ex-presidente americano.

A publicação ocorre dias depois de um tenso encontro entre Jair Bolsonaro e o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, em Brasília, quando fontes ouvidas pelo GLOBO afirmaram que o presidente reiterou sua posição de que a vitória de Joe Biden em novembro do ano passado se deu por conta de uma fraude.

A alegação é recorrente nos meios de apoiadores de Donald Trump e é apontada como o catalisador da i nvasão ao Capitólio, no dia 6 de janeiro. Após dezenas de recontagens, jamais foi encontrada qualquer irregularidade. Bolsonaro, por sua vez, também dedica boa parte de seus discursos a denúncias sobre possíveis fragilidades do sistema eleitoral brasileiro, em especial as urnas eletrônicas, usadas desde 1996 sem registros de fraudes.

Na sexta-feira, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília divulgou uma nota na qual informa que “sobre a questão das eleições brasileiras, a delegação afirmou ter grande confiança na capacidade das instituições brasileiras de realizar uma eleição justa em 2022. Também ressaltou a importância de preservar a confiança no processo eleitoral que tem longa história de legitimidade no Brasil”.

Fonte: IG