Anadia/AL

24 de setembro de 2021

Anadia/AL, 24 de setembro de 2021

O Senhor transforma todas as realidades da nossa vida

Por GyanCarlo

Em 9 de agosto de 2021

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Reprodução

“O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará. E os discípulos ficaram muito tristes” (Mateus 17,22-23).

Veja como é o coração dos discípulos de outrora e como é o coração dos discípulos de hoje. Eu sei que de Deus nós queremos ouvir só coisa boa, da vida também; ninguém quer ouvir coisa triste, ninguém quer saber que pode ficar doente, ninguém quer saber que vai morrer. Ninguém quer encarar a vida como ela é.

Nós, muitas vezes, até nos iludimos, religiosamente falando. A pessoa pega a Bíblia, ela a abre, lê, e ali vem uma palavra que é dura, que é correção, mas ela não quer ouvir; ela muda a página, ela quer ficar, inclusive, com aquelas caixinhas de promessas, e só vale promessa positiva, só vale promessa de prosperidade. Nós só queremos ouvir notícias: “Vou ter muita saúde”. “Vou ganhar muito dinheiro”. “Vou estar realizado em tudo o que eu fizer”.

A vida tem limites, tem sucessos, dificuldades e fracassos; não estaremos sempre no auge

Não gosto de viver de ilusões nem de fantasias. Eu gosto de encarar a vida como ela é, mas não é com desânimo, é com confiança, com esperança, sabendo em quem eu coloquei a minha confiança. Por isso que, quando Jesus fala d’Ele mesmo, Ele diz: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. É uma realidade! E uma vez que Ele vai ser entregue, os homens O mataram, mas, no terceiro dia, Ele ressuscita.

Os discípulos não olharam para a mensagem final, eles olharam somente para aquilo que, primeiramente, os agonizou, o fato de Jesus ser entregue, o fato de que Ele seria morto. Mas Ele vai ressuscitar.

Assim como os discípulos de ontem, nós, os discípulos de hoje, não podemos viver iludidos. A vida tem limites, tem sucessos, dificuldades e fracassos; não estaremos sempre no auge, a vida não é feita só de êxitos. Temos muita saúde, mas vamos experimentar as debilidades da vida, e talvez você nem queira escutar o padre Roger, porque “como ele pode dizer isso?”. Mas a vida é assim.

Eu nunca acreditei que a minha mãe, que meus irmãos e eu fôssemos viver eternamente aqui nesta Terra, e nem quero. Quero só estar preparado, ter maturidade para enfrentar a realidade de cada dia, para enfrentar a dinâmica da vida, e não quero me entristecer, porque eu sei que o meu Senhor, aquele em quem eu coloquei a minha confiança, a minha esperança, há de me ressuscitar.

Eu sei que o fim de tudo não é o fim da vida aqui, o fim de tudo é a vida eterna, ou seja, o fim de tudo aquilo que não tem fim é a eterna glória com Deus. É por isso que, vivendo em meio a minha vida aqui na Terra, não tiro os meus olhos da eternidade. Olho para a Terra e vejo tantas decepções e ilusões; olho para nossa vida cotidiana e vejo que a vida humana está revestida de ilusões e fantasias. Olho para a vida humana e vejo tantas decepções, vejo que o ser humano não é capaz de socorrer o próprio ser humano.

Não vou desanimar, porque sei que o meu Senhor há de transformar todas as realidades. Não vou viver de ilusão, vou viver da fé e da confiança no Senhor. Se vem notícias tristes no primeiro momento, que passe o tormento, porque eu sei que o meu Senhor há de transformar todas as realidades.

Que a minha alma não se envolva pela tristeza dessa ou daquela realidade, mas que meu coração exulte na certeza de que a Ressurreição é o capítulo final da humanidade.

Deus abençoe você!

Fonte: Homília/ Canção Nova

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