Anadia/AL

16 de setembro de 2021

Anadia/AL, 16 de setembro de 2021

Pfizer sai na frente para terceira dose contra Covid e aposta em vacinação frequente

Por GyanCarlo

Em 5 de setembro de 2021

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Foto: Marco Verch / Flickr

Para dar conta da demanda, a produção está sendo espalhada por vários países. Como parte dessa estratégia, no fim de agosto, a Pfizer anunciou uma parceria com a farmacêutica brasileira Eurofarma para fabricar 100 milhões de doses por ano no Brasil. Isso apesar de, no Brasil, ter havido atritos com a gestão de Jair Bolsonaro. A empresa disse que ofereceu vacinas ainda em 2020, mas não obteve resposta. Depois, no começo de 2021, o governo se recusou a fechar a compra por questionar cláusulas do negócio, mas acabou fazendo um acordo e encomendou 100 milhões de doses em março e mais 100 milhões em maio.

Agora, o governo federal dará preferência para a Pfizer na aplicação da terceira dose, um dos mercados que a Pfizer está pronta para explorar. Além disso, o ciclo vacinal inicial está longe de se completar na maioria dos países. Em todo o mundo, distribuíram-se 5,38 bilhões de doses de vacinas da Covid. Como a aplicação geralmente é feita em duas partes, há bilhões de pessoas ainda a serem imunizadas, especialmente na África, no Oriente Médio, no Sudeste Asiático e na América Latina.

A Pfizer também busca abrir novos flancos, como um tratamento oral para a Covid. Está em testes o fármaco PF-07321332, que foi projetado para bloquear uma enzima necessária para o coronavírus se multiplicar. O laboratório saiu na frente várias vezes ao longo da pandemia. Nos Estados Unidos, conseguiu ser o primeiro a ter aprovação definitiva do FDA (órgão que aprova medicamentos nos EUA), em agosto, será opção para a terceira dose no país (ao lado da Moderna) e também está na frente para obter autorização para o uso do imunizante em menores de 12 anos, o que deve ocorrer até o fim do ano.
A aprovação definitiva nos EUA abriu espaço para que mais empresas e órgãos de governo exijam a vacinação de seus colaboradores, pois tirou o argumento de grupos antivacina de que se tratava de um produto experimental.

O ganho é dividido meio a meio com a empresa alemã BioNTech, que ajudou a desenvolver o produto, agora chamado de Cominarty. O nome, uma combinação das palavras [em inglês, no original] comunidade,Covid, imunidade e mRMA, obedece a uma estratégia de marketing com o objetivo de aumentar a confiança na vacinação . “Seguimos confiantes em nossa habilidade de atingir uma taxa de crescimento anual superior a 6% até 2025”, disse Albert Bourla, CEO da empresa, em conversa com investidores em julho. Na bolsa de Nova York, as ações da empresa subiram de US$ 39 para US$ 46 nos últimos dois meses. Em cinco anos, acumulam alta de 45%.

As vacinas da Covid são vendidas a preços menores para países de renda média (geralmente por metade do valor oferecido para países ricos) e a preço de custo a nações pobres. Por enquanto, os contratos são feitos apenas com governos nacionais. “Com base no acordo firmado e na disponibilidade de doses alocadas para o Brasil, neste momento não temos como dar andamento a uma negociação de fornecimento para estados, prefeituras e empresas privadas”, disse a Pfizer Brasil à Folha.

Segundo a filial brasileira, a Pfizer investe US$ 8 bilhões por ano em pesquisas e está atualmente com mais de cem novas moléculas em estudo, com foco em suprir necessidades médicas ainda não atendidas. “A companhia nunca teve, em toda sua história, um pipeline [fluxo de produção] tão promissor”, afirmou, em nota. A empresa foi criada em 1849 em Nova York por dois imigrantes alemães, Charles Pfizer e Charles Erhart. Começou vendendo um vermífugo e depois passou a fazer produtos químicos, como ácido cítrico. No começo do século 20, se especializou em fermentação, o que seria útil para produzir antibióticos em massa, como a penicilina.

Antes da vacina atual, o maior sucesso da empresa tinha sido o Viagra, remédio pensado inicialmente para problemas cardíacos, mas que depois se descobriu que era capaz de facilitar ereções. O comprimido foi lançado em 1998, com uma grande campanha de marketing. Agora a Pfizer prepara uma outra grande ação publicitária para levar mais gente a preferir seu imunizante. Nos EUA, pode-se escolher livremente qual marca tomar: o fabricante da dose é informado já no momento de fazer o agendamento.

A vacina da Covid foi grátis para todos nos Estados Unidos, mas foi uma exceção. Como o país não tem rede pública de saúde, o governo faz com que planos de saúde ofereçam vacinas gratuitamente ou a baixo custo aos segurados. E pessoas pobres podem ter planos pagos pelo governo, como o Medicaid. A Pfizer preferiu não receber recursos públicos para pesquisa de vacinas da Operação Warp Speed, criada no governo de Donald Trump. No entanto, em julho de 2020, o governo dos EUA acertou a compra inicial de 100 milhões de doses, por US$ 2 bilhões, e a empresa passou a integrar a operação. A alta eficácia da vacina, frente a outros imunizantes, atraiu a atenção do público e dos governos.

Fonte: TNH1

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