Anadia/AL

16 de setembro de 2021

Anadia/AL, 16 de setembro de 2021

Marcelo Brabo confirma pré-candidatura à presidência do CSA: “Trazer a oxigenação necessária”

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 9 de setembro de 2021

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on email
marcelobrabomagalhaes-1631052921-2657786999639879702-747431453

Conselheiros do CSA se reuniram para discutir sucessão de Rafael Tenório; Marcelo é o quinto da esq. para a dir. — Foto: Marcelo Brabo/Arquivo pessoal

Advogado diz que foco será no departamento de futebol

A sucessão de Rafael Tenório no comando do CSA promete ser agitada. Enquanto o presidente lançou apoio ao vice, Omar Coelho, um grupo de conselheiros se mobiliza para concorrer à eleição do clube.

Em meio às movimentações políticas, Rafael não nega o interesse em ter o mandato prorrogado até o fim de 2022. Porém, depende de uma aprovação do Conselho Deliberativo do clube. O conselho, por sua vez, não tem data prevista para se reunir e definir os próximos passos do clube.

Enquanto não há definição quanto ao futuro de Tenório, um grupo de conselheiros costura o interesse de assumir o CSA. Encabeçada pelo advogado Marcelo Brabo, a chapa pode contar também com a participação do empresário Álvaro Mendonça, dono da Carajás, que, inclusive, patrocina o clube.

Em contato com o ge/AL, Brabo confirmou a aliança que vem sendo formada por alguns conselheiros.

– Inicialmente, nós temos muito a agradecer ao presidente Rafael, que fez um grande trabalho, levou o CSA a um local de destaque, possibilitou que a gente pudesse ter uma série, participar de competições representativas, como é o caso da Copa Nordeste, a Copa do Brasil, e a gente tá preocupado, todos nós, em razão do fim do mandato do presidente Rafael, que a gente não venha a ter solução de continuidade, que a gente possa continuar crescendo, levar o CSA ao local de destaque necessário. Em razão disso, um grupo representativo de conselheiros, aí também com o empresário que sempre ajudou o CSA, Álvaro Mendonça, o ex-presidente Jurandir (Torres) e grandes outros conselheiros, resolveu poder discutir a sucessão do CSA.

“Pensando principalmente em planejar as suas ações, trazer a necessária oxigenação, o que é natural, a alternância de poder é salutar, só traz o engrandecimento para o clube”.

Marcelo Brabo, pré-candidato à presidência do CSA — Foto: Arquivo pessoal/Marcelo Brabo

Marcelo Brabo, pré-candidato à presidência do CSA — Foto: Arquivo pessoal/Marcelo Brabo

O conselheiro citou que, antes de mais nada, é preciso planejamento e acrescentou que a meta é concentrar forças no futebol.

– Então, em razão disso, estamos unidos, estamos discutindo, o primeiro dos nossos procedimentos é justamente poder planejar, até porque sem planejamento ninguém chega a lugar nenhum. Algumas coisas podem ser fruto do acaso, mas a gente acredita, sim, no planejamento e botando algumas vigas mestras nessa ação a ser empreendida. A primeira delas é que a gente tem mais do que nunca que prestigiar e focar nossas ações no futebol. Não pode ser diferente!

Segundo Marcelo, a atual gestão não tem dado a atenção necessária ao futebol.

– Infelizmente, de 2018 pra cá, o CSA vem dando pouca atenção ao futebol. O planejamento realizado não tem sido exitoso. Depois que nós subimos pra Série A, infelizmente, não estamos sendo atendidos e contemplados com bons resultados. E a gente precisa mais do que nunca fazer um planejamento, busca antecipada de jogadores, não deixar aguardar a final de Campeonato Paulista ou qualquer outro campeonato, começarmos antecipadamente a voltar ao trabalho da base.

– Até porque o clube só pode ser forte se tiver uma base forte, e o CSA terminou desmontando a base e perdendo grandes valores. Temos, inclusive, alguns desses valores que hoje estão aqui nosso rival, que é o CRB, e a gente precisa mudar essa visão hoje existente.

“Pra alguns, a base é custo, pra nós, a base é investimento. É a primeira coisa que nos diferencia do grupo que hoje está no CSA” .

Marcelo reclamou ainda da falta de transparência nas finanças do CSA.

– Outro ponto também que a gente deseja levar à frente no CSA é a máxima transparência. Nós não podemos ter hoje situações que não sejam bem esclarecidas. O CSA tem que saber, e o torcedor tem que saber de maneira clara, quanto entra, quanto sai, no que é investido. Nós temos que ter uma uma percepção muito clara de que essas eventuais contratações erradas, sejam de treinadores, sejam de jogadores, elas têm custo pro CSA. O clube tem que saber inclusive o que tem hoje de passivo trabalhista, o que é que tem de passivo fiscal e também empreender a mesma transparência quando se trata do nosso CT.

O pré-candidato falou também em buscar informações sobre o valor da indenização pelo CT do Mutange.

– A gente tem que saber os valores que foram recebidos da Braskem, tem que saber como estão sendo investidos, temos que fazer também uma comissão de fiscalização, essa comissão não pode ser apenas de conselheiros, que, apesar de notáveis e grandes conselheiros, mas a gente tem que abrir isso também pra própria torcida, pro sócio-torcedor, aumentar o número dessas pessoas pra acompanhar e fiscalizar a obra. Não pode ser diferente.

Marcelo Brabo destacou que o CSA precisa definir objetivos maiores, ser mais ousado nas competições.

– A união é que pode mudar a nossa realidade e que pode realmente levar a gente novamente a aspirar coisas maiores, aspirar não apenas o retorno a Série A, mas ter uma participação em torneios internacionais, como nós já tivemos na Conmebol. É vermos o time em ascensão, o time com títulos, e a gente poder mudar um pouco a filosofia hoje existente.

Brabo também citou o interesse de construir uma arena para o clube.

– O próprio Álvaro (Mendonça), uma pessoa que é altamente representativa e sempre contribuiu com o CSA, inclusive aspira e tem um sonho pessoal da gente poder ter a Arena Carajás, que seria assim não apenas um local do CSA, mas um grande local de todo alagoano.

“Talvez, seja esse o maior marco que a gente possa ter no futuro”.

– E a gente não consegue fazer isso sem envolver todos os segmentos. Tem que envolver, sim, o segmento empresarial, o político, trazer representatividade, começar a deixar essas situações pessoais de lado, até porque nós não temos lado, o único lado nosso é o CSA.

Vista aérea em 3D do CT do CSA — Foto: Divulgação / CSA

Vista aérea em 3D do CT do CSA — Foto: Divulgação / CSA

Fonte: GE-AL


Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter