Anadia/AL

28 de setembro de 2021

Anadia/AL, 28 de setembro de 2021

Guedes admite que postura de Bolsonaro agrava a crise econômica

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 13 de setembro de 2021

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Foto: Reprodução

Por Roberto Villanova

Em reunião com banqueiros e empresários, na sexta-feira, 10, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi forçado a admitir que a postura do presidente Jair Bolsonaro é responsável pelo agravamento da crise econômica, que pode se agravar caso ele ( o presidente ) não mude radicalmente a postura.

Guedes participou de uma reunião virtual com empresários e banqueiros promovida pelo Credit Suisse, e que foi moderada pelo próprio presidente do banco, Ilan Goldfajn. O debate foi em inglês e o ministro admitiu a preocupação com a postura de Bolsonaro ao responder a uma pergunta sobre se a atuação do presidente não causava preocupação.

Na verdade, desde que tomou posse Bolsonaro vem causando problemas para si e para o país. O presidente vive permanentemente em campanha, estimulando o confronto com os outros poderes; desrespeitando e ameaçando o Supremo Tribunal Federal e promovendo agitações que afugentam os investidores.

As consequências são a taxa de desemprego elevada, a economia estagnada, a inflação crescente e a desconfiança generalizada por parte dos investidores. O clima de terror implantado por Bolsonaro tem causado sérios problemas para ele mesmo, mas ninguém confia que ele mudará de postura, apesar dos conselhos que tem recebido.

Os investidores estrangeiros reunidos pelo Credi Suisse, na conversa com Paulo Guedes, deixaram claro que temem a instabilidade política provocada por Bolsonaro e, pior, que não acreditam que o presidente mudará de postura, ou seja, deixará de promover os confrontos com os outros poderes. Vai ser preciso muito esforço para o presidente mudar essa imagem de “criador de casos e fator de instabilidade política.”

O espetáculo dantesco promovido pelo presidente no dia 7 de setembro, quando ele imaginava poder dar o golpe ao obrigar o Congresso Nacional aprovar o Estado de Sítio, só agravou a situação. Daí, três dias depois, os investidores estrangeiros pediram a reunião com o ministro da Economia, através da intermediação do banqueiro Ilan Goldfajn.

A decretação do Estado de Sítio chegou a ser comemorada na Avenida Paulista, por seguidores de Bolsonaro, que sequer sabem do que se trata, ou seja, eles demonstravam não ter a mínima ideia do que é Estado de Sítio. Mesmo assim, estavam ali para comemorar a sua adoção.

O chamado “risco Bolsonaro” persiste, embora o presidente tenha se mostrado, após a patuscada do dia 7, surpreendentemente cauteloso, ao ponto de repreender um apoiador no cercadinho no Palácio da Alvorada que, desavisadamente, atacou o Supremo Tribunal Federal. Ao repreender o apoiador, o presidente, para surpresa geral, pediu que respeitasse os poderes republicanos.

Tomara que o presidente tenha aprendido que ele é o único fator de instabilidade e o único responsável pela crise que promoveu.

Fonte: Blog do Bob

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