Anadia/AL

27 de outubro de 2021

Anadia/AL, 27 de outubro de 2021

Palmeiras define candidatos à presidência: saiba os primeiros problemas a resolver para 2022

Por GyanCarlo

Em 17 de setembro de 2021

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on email
vv

Gestão de Maurício Galiotte se encerra em dezembro — Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Contratações, futuro de Abel e renovações: próximo presidente terá decisões no início da gestão | Felipe Zito e Thiago Ferri 

O Palmeiras tem definidos os candidatos que disputarão a eleição presidencial em novembro. Na semana passada, a oposição escolheu o nome de Mario Giannini para concorrer com Leila Pereira pela sucessão do presidente Maurício Galiotte.

Ainda há etapas do estatuto a serem cumpridas pelos dois grupos políticos antes da Assembleia de Sócios, como registro das candidaturas e votação no filtro do Conselho Deliberativo, mas é certo que a futura diretoria terá problemas a resolver logo no início da gestão.

Um dos assuntos, porém, foi antecipado por Maurício Galiotte e Leila Pereira: a renovação do contrato de patrocínio. O atual presidente e a candidata, que também representa a Crefisa e a FAM, ampliaram o vínculo que se encerraria em dezembro para o fim de 2024 nos mesmos valores – R$ 81 milhões por ano pela exposição das marcas no uniforme mais bônus por conquistas.

Veja quais serão os primeiros desafios da próxima gestão do Palmeiras:

Renovações

Maurício Galiotte decidiu renovar os contratos de Willian, Zé Rafael, Rony e Raphael Veiga, mas deixou para a nova gestão a definição sobre a continuação ou não de Felipe Melo e Jailson no clube.

No entendimento da diretoria atual, os ciclos do meio-campista de 38 anos e do goleiro de 40 anos chegaram ao fim. Uma decisão diferente caberá à nova gestão, que terá início em dezembro e antes do término dos vínculos dos jogadores.

Abel Ferreira e Felipe Melo, na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Abel Ferreira e Felipe Melo, na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Outro contrato que será encerrado em dezembro é o do diretor Anderson Barros. E a tendência neste momento é de que o Palmeiras procure um novo profissional para o próximo projeto de gestão do futebol alviverde.

Leila Pereira, por exemplo, admitiu em entrevista que não irá contratar Alexandre Mattos, dirigente que trabalhou no Verdão de 2015 a 2019. O nome de João Paulo Sampaio, atual coordenador da base, foi especulado nos bastidores do clube para a função em caso de vitória da situação.

Primeiro vice-presidente de Galiotte nos cinco anos da atual gestão, Paulo Buosi é o dirigente mais próximo da diretoria de futebol e assim deve continuar caso Leila Pereira seja eleita. Ele foi escolhido para compor a chapa da candidata e concorrer como um dos quatro vices.

Edu Dracena e Anderson Barros na Academia de Futebol — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Edu Dracena e Anderson Barros na Academia de Futebol — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Contratações

Ao apostar nos jovens formados pela base, o Palmeiras tentou acabar com a rotina de grandes investimentos em contratações que dominaram a gestão Alexandre Mattos. Tal decisão até gerou atritos públicos com o técnico Abel Ferreira, que cobrou a chegada de opções para o ataque e trabalhou com os retornos de Dudu e Deyverson.

O Verdão até negociou com alguns atletas, casos de Borré, Castellanos e Ademir, mas só avançou no mercado após a venda de Matías Viña para a Roma, quando contratou Joaquín Piquerez e Jorge.

Palmeiras apresenta laterais Jorge e Piquerez — Foto: Agência Palmeiras

Palmeiras apresenta laterais Jorge e Piquerez — Foto: Agência Palmeiras

Situação financeira

A política do Palmeiras nos últimos dois anos foi a de priorizar a saúde financeira do clube. Depois de investimentos altos até a temporada de 2019, a diretoria apostou em contratações pontuais e reduzir custos.

Em 2021, o primeiro semestre foi fechado com R$ 328 milhões de despesas, mas um superávit de R$ 95,9 milhões no departamento de futebol neste período.

Paulo Buosi, vice-presidente, e Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Paulo Buosi, vice-presidente, e Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Há preocupação constante com a saúde financeira, principalmente por mais uma temporada comprometida pela crise provocada pela pandemia. A tendência é de que a próxima gestão receba um clube mais organizado, mas com preocupações.

A administração de Maurício Galiotte trabalha para diminuir a dívida com a Crefisa pelos investimentos feitos pela parceira em reforços e contratações. A projeção do clube é de que o débito, que já foi de cerca de R$ 170 milhões, esteja em R$ 108,9 milhões em fevereiro de 2022.

Futuro de Abel Ferreira

Abel e sua comissão têm contrato com o Palmeiras até o fim de 2022. Isso até pode dar uma tranquilidade maior para o início da nova gestão do clube, mas a sequência terá de ser acordada com os novos gestores.

Valorizado pelas conquistas recentes, Abel Ferreira já teve propostas para deixar o Verdão. Ele até admitiu valores da oferta do Fenerbahçe, da Turquia, que foi recusada. Mas há a possibilidade de novas procuras da Europa.

– Já disse que o Palmeiras é um estilo de vida. Enquanto me sentir bem aqui, vou continuar. Já disse que quando for problema, deixo de ser problema no outro dia. Não vai haver problema em resolvermos. Quando sentir que sou um problema, assim como recusei essas ofertas para sair, saio pelos meus próprios pés. Mas como disse, é um estilo de vida, me sinto bem no clube e há trabalho a fazer – afirmou o treinador, em julho.

Paulo Buosi, Mauricio Galiotte, Abel Ferreira e Cicero Souza na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Paulo Buosi, Mauricio Galiotte, Abel Ferreira e Cicero Souza na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Fonte:GE

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter