Anadia/AL

22 de outubro de 2021

Anadia/AL, 22 de outubro de 2021

Governo Bolsonaro pagou R$ 75 milhões a empresas ligadas a aeronaves suspeitas de garimpo em terra indígena

Por GyanCarlo

Em 20 de setembro de 2021

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(Foto: Divulgação (Greenpeace) I Ministério da Justiça)

(Foto: Divulgação (Greenpeace) I Ministério da Justiça)

O governo federal pagou R$ 124 milhões a empresas que fazem uso de helicópteros suspeitos de garantir a logística em garimpos ilegais em terra indígena na Amazônia. Do valor total, R$ 75 milhões (60,5%) foram pagos nos dois anos e nove meses do governo Jair Bolsonaro. Fiscais encontraram irregularidades em nove aeronaves apreendidas. Conforme a operação, uma das alterações nos aviões foi a retirada de bancos traseiros e a substituição por estruturas de metal ou compensado. Isso viabiliza o “transporte de combustível e de maquinário para as áreas de garimpo”, informou a Anac.

“Todas as aeronaves estavam descaracterizadas, com bancos traseiros retirados”, afirmou o delegado Celso Paiva, da PF em Roraima, responsável pelo inquérito aberto. “Carotes de 50 litros seriam levados para garimpos em território yanomâmi” disse. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Uma operação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apreendeu ou interditou em Roraima 66 aeronaves suspeitas de atuação em mineração na terra yanomâmi. De acordo com os resultados da ação, divulgadas na última quinta-feira (16), pelo menos 13 pessoas foram presas. A operação teve a participação da Polícia Federal, suporte do Ibama e coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

As quatro empresas recebem ou receberam dinheiro federal. Dos nove helicópteros apreendidos, dois eram operados pela Tarp Táxi Aéreo e um era de propriedade dessa empresa, apontaram registros da Anac.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “os DSEIs [distritos sanitários especiais indígenas] celebram contratos com diversas empresas para atendimento de suas necessidades logísticas, conforme preconizado em lei”.

Fonte: Brasil 247

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