Anadia/AL

17 de outubro de 2021

Anadia/AL, 17 de outubro de 2021

Polícia encontra circuito interno de câmeras no apartamento de professor suspeito de abusar de jovens atletas de basquete

Por GyanCarlo

Em 21 de setembro de 2021

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Divulgação | O suspeito sendo conduzido por agentes da DCAV

HDs e celulares foram apreendidos. Delegado responsável pelo caso já sabe que Hamilton apagou mensagens do aparelho no momento da prisão

Hamilton foi preso no sábado no Clube Jequiá, na Ilha do Governador, por ordem da Justiça.

No imóvel, os agentes da Delegacia da Criança e Adolescente vítima encontraram fichas com informações sobre os alunos e um circuito interno de câmeras que segundo a polícia servia pra vigiar os atletas.

“Constatamos todo o monitoramento feito naquela residência e agora vamos buscar os arquivos supostamente apagados através da perícia.

Os agentes também apreenderam celulares e um HD externo. Na geladeira, eles encontraram arroz, salsicha e feijão, que, de acordo com as denúncias, eram a alimentação fornecida aos jovens. A polícia disse que os quartos estavam em condição insalubre e que as investigações já mostraram que Hamilton não é professor formado, nem tem qualificação para ser treinador de basquete.

Depois que a polícia deixou o alojamento na Abolição, o pai de um dos jovens que estiveram no local este ano ligou para o delegado responsável pelas investigacões.

“Eu entrava em contato com ele [o filho], preocupado com o mesmo, sabendo se estava bem alimentado, se ele estava estudando. E sempre meu filho me deu resposta de afirmativo, que tinha todo suporte no clube, que treinava, que só vivia de treino e estudo”, disse o pai.

“Hoje pela manhã, segunda-feira, dia 20 de setembro, meu filho me mostra uma notícia das denúncias que houve contra Hamilton. Meu filho era abusado, meu filho não se alimentava direito, comia salsicha e macarrão todos os dias, meu filho sofria ameaças. Ele sofria abuso psicológico para não contar para os pais o que estava acontecendo”, acrescentou.

Mensagens apagadas

O delegado responsável pelo caso já sabe que Hamilton apagou mensagens do celular no momento da prisão, no Clube Jequiá, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.

Em conversas por mensagem com outro treinador de um projeto social, um dos meninos que afirma ter sofrido abuso disse que o suspeito começou a apagar os vídeos que tinha gravado no celular quando recebeu uma ligação da Polícia Civil. E que Hamilton tinha pedido a dois dos meninos para desmentir os abusos aos investigadores.

A Polícia Civil afirmou que o treinador permaneceu em silêncio durante todo o depoimento.

Uma perícia detalhada no telefone de Hamilton foi pedida pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav).

“Foi apreendido um telefone celular, porque ele tinha arquivos de abusos sexuais perpetrados contra os adolescentes e contra os jovens maiores também. Com a apreensão do telefone, acreditamos que a perícia vá conseguir recuperar estes arquivos e ele vai responder por este crime também do ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente]”, afirmou o delegado Adriano França.

França destacou que as provas do caso são “robustas” e que o inquérito conta com a citação de cerca de 30 vítimas.

Cinco vítimas acusam Hamilton de ter cometido abusos sexuais e denunciaram o treinador, que comanda um instituto que recruta jovens de todo o Brasil. A sede fica no apartamento na Abolição, Zona Norte da cidade. Um dos atletas relatou que passou por momentos difíceis no lugar.

“A gente foi ameaçado diversas vezes. Então, teve gente lá que foi abusado sexualmente de forma absurda, entendeu? Mas que é até difícil chegar aqui e falar isso para vocês”, contou o menor.

A secretária estadual de Vitimados afirma que a pasta está dando apoio às vítimas.

“Nós acompanhamos psicologicamente estas vítimas, duas psicólogas acompanharam no momento que eles chegaram à delegacia. Algumas destas vítimas não moram no Estado do Rio de Janeiro e será providenciado o retorno aos seus estados de origem. E os que estão morando no Rio de Janeiro já têm uma tutora e ela está acompanhando as vítimas no abrigo”, afirmou Tatiana Queiroz, secretária estadual de vitimados.

Fonte: Gazeta Web

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